Ontem (29/01), o filme “A Teoria de Tudo” chegou aos principais cinemas do Brasil, o que significa que você finalmente pode conhecer boa parte da vida do físico Stephen Hawking em uma adaptação com qualidade hollywoodiana.

O longa-metragem baseado no livro homônimo de Jane Wilde (ex-mulher de Hawking) relata principalmente o romance entre os dois, focando também na questão do desenvolvimento da doença do professor Hawking.

Assim, não se trata de um filme que visa mostrar suas teorias ao mundo, mas de um título pronto a divulgar o drama pelo qual ele e a esposa passaram. Com direção de James Marsh e roteiro de Anthony McCarten, o título ganhou o coração do público mundo afora ao trazer interpretações brilhantes e mostrar do que um gênio é feito.

Alerta spoiler

Antes de dar continuidade à crítica, vale uma pausa para deixar bem claro que vamos abordar diversos detalhes da trama no desenvolvimento deste texto. É recomendável efetuar a leitura após ter conferido o longa-metragem, pois algumas informações aqui presentes podem prejudicar sua experiência no cinema. Nós avisamos.

Muito drama e romance

Para quem é fã de física e espera ver um filme recheado de teorias ou de explicações sobre como Hawking chegou a determinadas ideias, podemos adiantar que ele é baseado no livro de Jane Wilde e pouco comenta sobre isso.

O título dá umas pinceladas sobre alguns trabalhos, inclusive mostrando como a ex-mulher de Hawking acabou pegando gosto pela coisa e explicava muitas teorias para os amigos do físico, principalmente quando ele começou a apresentar sérios problemas de fala.

É importante colocar aqui que o distanciamento de explicações aprofundadas é proposital, já que o longa-metragem visa atingir uma grande quantidade de pessoas, e as poucas informações que aparecem no filme já são bem complexas para muita gente.

Isso, no entanto, não quer dizer que o filme seja ruim. Muito pelo contrário. A pegada no drama e no romance mostra um lado que poucos conhecem de Stephen Hawking. Ainda que nem tudo que é retratado ali seja fiel à vida do físico (a obra cinematográfica tem algumas adaptações que visam facilitar o desenvolvimento da história, como é o caso das amizades de Hawking), o roteiro convence e conta tudo de forma agradável.

A verdade é que “A Teoria de Tudo” parece mais enaltecer a própria Jane Wilde, por sua coragem para enfrentar às adversidades junto ao protagonista, do que o querido físico. Apesar do desvio do foco em alguns momentos, o resultado geral é emocionante, e não são poucas as pessoas que vão chorar ao ver as dificuldades que o casal enfrentou.

Atuação digna de Oscar!

Eu ainda não tive a oportunidade de ver todos os filmes que estão concorrendo ao Oscar (faltam dois para finalizar a lista), mas até agora meu voto para a categoria de Melhor Ator com certeza fica para Eddie Redmayne. O que esse cara faz neste filme é impressionante!

Não se trata apenas de uma interpretação convincente no que diz respeito ao domínio das falas de Hawking, mas todo o processo de imitação corporal faz o público ficar impressionado. Redmayne passou um bom tempo treinando, com a ajuda de profissionais, para conseguir reproduzir as faces do físico.

É um trabalho primoroso, pois o ator precisou aprender a controlar diversos músculos faciais, repetir as falas de forma complexa e fazer tudo isso mantendo a pose de alguém soberano em inteligência. Eddie Redmayne precisa em muitos momentos se comunicar com a plateia usando apenas seu olhar, e ele faz isso muito bem!

A sensação de missão cumprida se apresentou quando o próprio Stephen Hawking visitou o set de gravação e ficou impressionado com o ator. O professor até comentou que em alguns momentos, pensava que era ele mesmo no filme. É mais do que justo que Redmayne leve a estatueta de Melhor Ator para casa.

Vale mencionar que não apenas Redmayne surpreende na telona, mas sua parceira nas filmagens, Felicity Jones, que interpreta Jane Hawking, também impressiona e emociona o público de uma forma convincente. Boa parte dos diálogos é sustentada pela atriz, que também merece estar entre as indicadas na categoria de Melhor Atriz do Oscar.

No fim das contas, “A Teoria de Tudo” é um filme muito dramático, que causa impacto também por conta da trilha sonora. O longa é recheado de cenas que mexem com o tempo e tem muito a passar ao público. Mesmo que você não seja um fã de romance e drama, recomendamos conferir esta obra no cinema!

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