Quem trabalha com softwares de edição de vídeo, modelagem 3D ou voltados para parte de ilustração necessita de uma máquina poderosa para garantir bom desempenho e alta qualidade em tempo real.

Para tanto, os consumidores costumam investir em processadores mais robustos, que geram mais calor devido ao uso intenso. Nesses casos, um bom cooler pode garantir o funcionamento pleno da máquina e evitar problemas durante o trabalho.

Há uma série de marcas nesse segmento, mas a Cooler Master se destaca com soluções de refrigeração que entregam inovação em air coolers e watercoolers. Ela tem uma linha de produtos bem completa e é referência em projetos adequados para as mais variadas situações.

Entre tantos modelos, a série de componentes MasterLiquid Pro se revela muito eficiente e bastante atraente para o consumidor que busca peças com performance robusta. Nós recebemos o Cooler Master MasterLiquid Pro 120 para testes e ficamos curiosos para conferir o desempenho, ainda mais por se tratar de um dispositivo de dimensões reduzidas. Será que ele dá conta do recado?

Especificações

Design compacto

Sistemas de refrigeração fazem parte da composição visual da máquina, principalmente quando falamos de modelos personalizados e mais robustos como o MasterLiquid Pro 120. Pensado para equipar máquinas de jogos e de profissionais, este modelo tem um design bem chamativo.

A Cooler Master desenvolveu esse produto para gabinetes menores, algo notável pelo radiador de tamanho reduzido e pela bomba compacta. As dimensões são padronizadas, de modo que qualquer case capaz de acomodar um ventilador de 120 milímetros tem espaço suficiente para este produto.

A qualidade de construção é um ponto forte. O radiador de metal é bem resistente e apresenta a logotipo da marca e o nome do produto. As mangueiras plásticas são flexíveis, mas de espessura considerável e adequadas para torções que não causem a quebra do material.

A bomba em formato circular apresenta apenas o nome "Cooler Master" em tamanho gigante. Ela já é bem bonita fora do gabinete, mas quando instalada fica em evidência por conta do sistema de iluminação na cor azul. Infelizmente, não há opção para apagar a luz ou trocar a cor.

Instalação simplificada

A instalação de um watercooler não é tarefa de outro mundo; mas, geralmente, exige muita paciência, já que é necessário fixar vários componentes e fazer algumas manobras para que as mangueiras fiquem em seus devidos lugares.

Para facilitar esse processo, a Cooler Master projetou o MasterLiquid Pro 120 de tal forma que o consumidor não precisa de muitas ferramentas na hora de instalar o produto no gabinete. Com uma chave do tipo philips e suas mãos, você pode acoplar o radiador, as ventoinhas e a bomba.

O manual do usuário é bem explicativo, sendo ainda mais fácil seguir o passo a passo com os acessórios devidamente separados na caixinha plástica que acompanha o produto. Há acessórios próprios para processadores AMD e Intel, então é bem fácil identificar os itens que possuem encaixes únicos.

A qualidade de construção das peças é excelente; a marca investiu em acessórios que garantem firmeza para os parafusos não se deslocarem ao serem inseridos nos encaixes da placa-mãe. Além disso, os demais componentes garantem um processo rápido de instalação, exigindo apenas que o usuário faça algumas manobras com o gabinete para manter o suporte no devido lugar.

Testes de desempenho

O principal objetivo de um watercooler é proporcionar o arrefecimento do processador de forma eficiente, produzindo o mínimo de ruído e entregando o máximo de eficiência em sua tarefa. Ocorre, no entanto, que as verificações podem divergir consideravelmente de acordo com as tarefas executadas no computador.

Além disso, vale ressaltar que a análise de um watercooler depende de uma série de fatores. Até mesmo o tipo do gabinete, a instalação de outras ventoinhas (que podem prejudicar ou favorecer o fluxo de ar), a pasta térmica utilizada e a temperatura ambiente são condições que podem afetar os resultados dos testes.

Para garantir atuação precisa e comparações justas entre diferentes modelos, utilizamos uma máquina de teste com uma configuração de hardware padrão. Basicamente, efetuamos testes em condições idênticas para verificar os resultados dos produtos em cenários que podem ser comuns no cotidiano.

Nossos testes são realizados em ambiente com ar-condicionado e temperatura regulada em 23 graus Celsius (com variações de até 2 graus para mais ou menos).

Máquina utilizada nos testes

  • Sistema: Windows 10
  • Placa-mãe: GIGABYTE Z170X-Gaming G1
  • CPU: Intel Core i7-6700K @ 4,00 GHz
  • Memória: 16 GB RAM Corsair DDR4 2.133 MHz
  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1080
  • SSD: Intel 540 Series 480 GB
  • Fonte: Corsair AX1500i

Modo ocioso

Neste primeiro teste, monitoramos as temperaturas do processador em situações de pouco uso da máquina. Após iniciar o sistema, o aplicativo HWMonitor é inicializado para verificar as informações de potência, utilização dos núcleos e respectivas temperaturas.

Por se tratar de um teste em que o processador está em descanso, os resultados indicam as temperaturas mínimas, que podem ser comuns em situações corriqueiras, como navegação pelo sistema ou execução de programas que consomem poucos recursos.

Navegação na web

A utilização de navegadores pode ser uma tarefa simples, mas há sites que abusam de scripts e códigos que elevam o uso da CPU. Várias abas abertas simultaneamente e a utilização de tecnologias como Flash pode gerar muito estresse para o processador.

Assim, é de suma importância verificar como o cooler realiza o trabalho de arrefecimento do chip principal da máquina durante essas atividades. Os testes são realizados com a ajuda dos benchmarks Octane e Kraken. A verificação de temperaturas é feita com o HWMonitor.

Jogos

Consumidores que usam o computador como plataforma de jogos geralmente costumam apostar em soluções de refrigeração mais robustas. É verdade que a placa de vídeo é mais requisitada em muitos cenários, porém partículas de física, sombras e outras interações podem abusar da performance do processador.

Nesses casos, um watercooler pode fazer diferença. Dessa forma, nós realizamos testes com dois programas. Primeiro, rodamos o benchmark 3DMark Fire Strike Extreme, que gera gráficos e indica as situações mais estressantes. Depois, usamos o Unigine Heaven e o HWMonitor para medir temperaturas em situações diferentes.

Edição de imagens e renderização de vídeos

Apesar de o chip gráfico desempenhar papel fundamental em softwares imagéticos e de criação de conteúdo multimídia, o processador recebe muita carga na hora da renderização dos arquivos. Não é por acaso que diversos PCs de edição trazem watercooler, já que esse tipo de componente resolve possíveis problemas de superaquecimento.

Para adotar um procedimento padrão de análise, nós usamos o programa RealBench. Esse software realiza uma série de tarefas, incluindo a edição de imagens, renderização e conversão de vídeos. Paralelamente, empregamos o HWMonitor para verificar as temperaturas do processador.

Utilização extrema

Poucas situações práticas vão levar seu computador ao extremo, situações em que todos os núcleos serão usados em sua totalidade. Todavia, é necessário realizar esse tipo de análise para conferir as capacidades do watercooler em sua performance máxima.

Assim, rodamos o teste de CPU Burner do FurMark, que permite ativar atividades em múltiplos threads simultaneamente. Essa verificação é realizada durante 30 minutos e, novamente, mantemos o HWMonitor aberto para coletar dados referentes à temperatura da CPU.

Vale a pena?

Após tantos testes, podemos dizer que o MasterLiquid Pro 120 se mostrou muito competente para dar conta de atividades pesadas. Apesar do tamanho reduzido, este watercooler entrega resultados surpreendentes, diminuindo as temperaturas consideravelmente, ainda mais quando o comparamos a air coolers de alto desempenho.

É evidente que, por se tratar de um modelo com radiador menor e uma ventoinha, sua performance não é tão forte quanto a que vemos em produtos concorrentes mais robustos, como os que usamos em nossos comparativos. A competição nesse caso não é nem justa, já que estamos tratando de peças para segmentos diferentes.

Gostamos bastante da facilidade de instalação e da proposta do produto, focada em gabinetes menores, principalmente aqueles que não dispõem de espaço para instalação de radiador na parte superior.

O quesito visual conta bastante, já que ele se destaca perante alguns concorrentes, ainda mais com a iluminação na cor azul. Sim, configurações de ajuste das luzes poderiam vir a calhar, já que o usuário conseguiria alinhar a identidade visual do watercooler com a composição visual dos demais componentes.

Finalmente, há a questão do preço, que acaba sendo um fator bem importante para o consumidor brasileiro. Em nossas pesquisas, encontramos o MasterLiquid Pro 120 por valores que vão de R$ 500 a R$ 600. É um tanto salgado, ainda mais se considerarmos que existem dispositivos superiores de duas ventoinhas na mesma faixa de preço.

Todavia, entre os modelos compactos, ele promete ser um dos mais robustos, então o preço elevado acaba sendo justificado pela eficiência. Vale notar que a Cooler Master já envia uma ventoinha adicional, caso o consumidor queira instalar um radiador maior ou até mesmo melhorar a ventilação no gabinete.

Não há dúvidas de que, em questão de performance, vale muito a pena adquirir um MasterLiquid Pro 120. No entanto, se você possui um gabinete grante, um modelo maior deve suprir bem suas necessidades sem onerar muito no valor. Agora, para quem tem um PC menor, vale investir neste watercooler, porém recomendamos aguardar uma promoção.

Nota: a Cooler Master nos informou que a linha MasterLiquid Pro será atualizada em 2017. O modelo com ventoinha de 120 milímetros será substituído pelo de 140 milímetros.

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