A China é o maior mercado mundial de celulares. (Fonte da imagem: Reprodução/MIC Gadget)

Reuters. Por Lee Chyen Yee - Os fabricantes mundiais de chips estão aproveitando a crescente demanda por celulares inteligentes mais simples, com preços de no máximo 1.000 iuan (160 dólares), na China, o maior mercado mundial de celulares, e têm apresentado chips que oferecem desempenho poderoso em um processador de baixo custo.

Fabricantes de chips como a Qualcomm e Broadcom esperam ganhar em volume, vendendo chips de baixo preço com margens de lucro mínimas, disseram executivos e analistas presentes na Computex, a segunda maior feira mundial de computação, em Taipei.

Como sinal da crescente demanda, as três operadoras chinesas de telefonia móvel vêm subsidiando agressivamente celulares inteligentes de preço acessível, como o C8650, da Huawei Technologies, o U880, da ZTE, e o Lephone A65, da Lenovo.

"Continuamos a promover o efeito cascata de nossa tecnologia para atingir o segmento de massa", disse Rob Chandhook, vice-presidente da Qualcomm, a jornalistas, em Taipei.

A companhia norte-americana lançou seu programa de referência Qualcomms Reference Design (QRD), no ano passado, dirigido a fabricantes de celulares de baixo custo, um segmento que costumava ser dominado por chips produzidos pela Mediatek e MStar Semiconductor, de Taiwan, e pela Spreadtrum Communications, da China.

Até o momento, o Lenovo A780 e o Coolpad 7260 usam os chipsets S4 Snapdragon, da Qualcomm, disseram executivos.

"As perspectivas continuam positivas para eles (os celulares com preços abaixo de 1.000 iuan), porque acreditamos que restam muitos usuários de celulares comuns que ainda não compraram seu primeiro celular inteligente", disse TZ Chuang, analista do grupo de pesquisa IDC em Pequim.

"Smartphones de baixo preço serão o caminho que esses usuários tomarão para melhorar seu equipamento", afirmou.

A participação dos celulares inteligentes com preços inferiores a 1.000 iuan nos embarques totais de smartphones para o mercado chinês cresceu a 21% no primeiro trimestre deste ano, ante 12% no período em 2011, de acordo com a IDC.

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