O mais recente relatório da firma de pesquisas IDC o ramo de computadores pessoais em todo o mundo durante o terceiro trimestre de 2014 (julho ao fim de setembro) tem algumas supresas e dados mais manjados.

A informação que já era aguardada é uma queda no envio de PCs para venda: 1,7% a menos do que no mesmo período do ano passado. Ainda assim, a queda não é tão grande quanto o esperado (analistas falavam em -4,1%) e as três principais fabricantes da área mantiveram números positivos por ações como concorrência saudável, boa oferta de preços e um direcionamento a preços que concorrem com os tablets. Estados Unidos e Europa são dois dos mercados que parecem ter recuperado o interesse nesse tipo de produto.

Os números do Brasil não foram ruins, mas todos os países emergentes, que ainda deveriam aumentar bastante as vendas de PCs, foram "desapontantes" para a IDC. A ideia era que a volta às aulas após as férias do meio de ano e renovação de equipamentos no mundo corporativo esquentassem o mercado, mas isso não aconteceu no nível esperado. Ainda assim, os computadores seguem vivos.

O ranking engloba notebooks, desktops, ultrabooks, chromebooks, estações de trabalho e portáteis, não incluindo dispositivos móveis, servidores e tablets.

Bem-vinda, Apple

A IDC apresenta também o ranking com as cinco maiores vendedoras de PCs do mundo. No terceiro trimestre, em resultados preliminares, a Lenovo continua na liderança confortável, com um recorde de 15,7 milhões de unidades enviadas para o comércio (e não necessariamente vendidas). O mercado asiático (exceto o Japão) voltou a comprar da empresa, aumentando os números.

A HP cresceu 5% e mantém bons números, aproximando-se bastante da líder, assim como a Dell e a Acer, todas com crescimento no mercado.

Mas a maior novidade é a presença da Apple, que tirou a colocação da ASUS. A Maçã nunca foi tão reconhecida pelo mercado de computadores, mas estratégias recentes trouxeram um bom resultado. Nos Estados Unidos, ela já ocupa a terceira colocação.

Mais um relatório

A Gartner, que também realiza um estudo sobre a venda de eletrônicos, afirma que o envio de unidades de PC para comércio caiu somente 0,5%. Em comparação com o terceiro trimestre de 2014, houve um crescimento de 4,2%. Os números são explicados por conta do fim do "encamento" por tablets, que já conquistaram o mercado próprio e devem estabilizar — sem "matar o PC", como muitos afirmavam.

Mas a conclusão é a mesma da IDC: os mercados emergentes pararam de comprar esses produtos e é preciso fazer algo pra aquecer novamente as vendas nessa região. A Gartner agora aposta no período de Natal e Ano-Novo e em produtos como os híbridos "2 em 1" e laptops com touchscreen para alavancar ainda mais o comércio no segmento.

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