A venda de computadores está em queda livre faz um tempo e, no terceiro trimestre de 2016, o Brasil registrou a venda de apenas 1 milhão de máquinas, um número 35% menor do que o mesmo período em 2015 — e 11% menor do que o segundo trimestre de 2016, de acordo com o IDC. Vale notar que, nessa conta, a IDC inclui desktops e notebooks.

Segundo Pedro Hagge, analista de pesquisa da IDC Brasil, "o mercado brasileiro de PCs está canibalizado". Hagge explica que o consumidor está preferindo comprar um smartphone top de linha, "com configuração robusta e boa qualidade de navegação" a um computador.

"Era previsto um terceiro trimestre aquecido, com o varejo abastecendo os estoques para as datas especiais como a Black Friday e o Natal, mas esse movimento não aconteceu", disse Hagge.

O estudo também mostrou que as vendas de notebooks não foram tão boas no terceiro trimestre de 2016. Veja os números específicos:

  • Desktops: 373 mil unidades vendidas, queda de 39% (comparação 2015) 
  • Notebooks: 674 mil unidades vendidas, queda de 32% (comparação 2015)

Desse total, 681 mil máquinas foram vendidas para o consumidor final, uso doméstico, e 366 mil unidades para o mercado corporativo. "Empresas privadas estão adiando investimentos e a compra de computadores e o setor público está travado, devido às eleições, troca de governos, gestões endividadas e outros problemas políticos e econômicos. Não há expectativas de melhoras para os próximos meses", completou Pedro Hagge.

Sobre preços, a IDC viu um desconto nas máquinas. Em média, os computadores ficaram R$ 105 mais baratos, com um "ticket médio de R$ 2.334, 4% a menos do que o mesmo período de 2015", disse o analista.

Por outro lado

A Dell, apesar da queda geral no mercado, conseguiu abocanhar 24,5% das máquinas vendidas no terceiro trimestre e pegou a liderança.

“Mantivemos a liderança no mercado de PCs em todos os segmentos de clientes: usuários domésticos, pequenas, médias e grandes empresas. O que reflete uma estratégia de expansão da marca, a qualidade das nossas soluções e um portfólio completo equipamentos que atende às mais diversas necessidades dos consumidores em termos de performance, design e funcionalidade”, comentou Rosandra Silveira, Vice-presidente para Consumidor Final e Pequenas Empresas da Dell Brasil.

Para a Dell, o Brasil é um dos principais mercados no mundo e trata-se de um território em expansão para a marca. Os números de vendas mostram o seguinte:

  • Unidades vendidas de desktops: 22,7% 
  • Unidades vendidas de notebooks: 25,6% 
  • Unidades vendidas de workstations: 61,7%

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