Dizia-se que, por mais detalhada que seja uma representação do corpo humano feita com computação gráfica, ela dificilmente conseguirá imitar com perfeição todos os detalhes da nossa pele, como seu movimento e elasticidade. Desmentindo completamente a afirmação acima, o trabalho de uma equipe do Instituto de Tecnologias Criativas da University of Southern California deu origem a imagens tão realistas que podem causar pesadelos.

Normalmente, o escaneamento tridimensional da pele humana acaba criando uma imagem que não conta com todas as microestruturas que estão localizadas a cerca de um décimo de um milímetro da superfície. Com a falta desses detalhes importantes, a representação da nossa epiderme que é gerada pelos computadores acaba parecendo muito irreal quando é esticada ou espremida.

Segundo os pesquisadores, as microestruturas sob a nossa pele contêm marcadores importantes que determinam como o tecido vai se comportar enquanto se estica e durante sua compressão. Com base nesse conhecimento, eles conseguiram criar um mapa de deslocamento de alta resolução (16K) que, quando sobreposto aos modelos de mapas já conhecidos, consegue reproduzir com fidelidade o comportamento da nossa epiderme.

Entrando em ação

“Nós borramos o mapa de deslocamento de microgeometria na direção em que se estica e o aguçamos no sentido de compressão usando como guia um histograma de distribuição normal de superfície. Toda essa computação pode ser eficientemente implementada em shaders de GPUs”, explica o texto do artigo publicado pelos estudiosos.

Você pode conferir alguns exemplos da nova tecnologia nos GIFs espalhados ao longo deste texto e no vídeo logo acima. E aí, o que você achou dos resultados obtidos pelos cientistas? Acha que vai conseguir dormir bem essa noite? Deixe suas impressões e desesperos nos comentários abaixo.

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