Um estudo conduzido pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences em parceria com a empresa Tobii e neurocientistas da Universidade de Londres mostra que, por mais realistas que sejam, efeitos em CGI ainda não conseguem enganar o cérebro humano. Além disso, o estudo mostra que, durante uma cena, nossa atenção costuma se focar mais em elementos constituídos por elementos verdadeiros.

Usando o hardware de detecção visual desenvolvido pela Tobii, os pesquisadores criaram um mapa de calor que mostra onde a atenção dos espectadores estava em cada uma dos quadros de um filme. Em uma cena de “Homem de Ferro 2”, por exemplo, os espectadores focaram mais em elementos como os rostos dos atores Gwyneth Paltrow e Mickey Rourke, deixando de lado as construções virtuais e pessoas construídas com o uso de técnicas 3D.

O diretor do longa-metragem, Jon Favreau, afirmou que lidar com a maneira como o cérebro humano se comporta é um dos desafios que ele enfrenta durante a filmagem de “The Jungle Book”. Segundo ele, filmes que usam capturas de movimento realistas — como “O Expresso Polar” e “As Aventuras de Tintin” — não funcionam muito bem porque caem no chamado “uncanny valley”, algo que gera estranhamento nos espectadores.

Segundo Favreau, seu novo projeto usa como base a filmagem de rostos de atores reais para impedir que a audiência se sinta incomodada com aquilo que é mostrado na tela. “Estamos calculando constantemente os locais em que o olho da audiência vai estar e como atrair isso para uma determinada área dentro de uma cena irreal”, afirmou o diretor. “A melhor ferramenta de efeitos visuais que existe é o cérebro da audiência. Eles vão costurar as coisas juntas para fazê-las ganhar sentido”, complementa.

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