(Fonte da imagem: iStock)

Populares nos anos 30, os microfones de cristal utilizavam uma tecnologia bem antiga para transformar ondas sonoras em impulsos elétricos: cristais piezoelétricos. O primeiro a demonstrar o uso de sal de Rochelle em microfones foi Alexander Nicolson, no ano de 1919.

Cristais como o sal de Rochelle (ou tartarato de sódio e potássio), quando tensionados ou torcidos, criam uma diferença de potencial entre duas de suas faces, gerando uma corrente elétrica alternada.

Dessa forma, quando o cristal é posicionado próximo ao diafragma do microfone, a vibração faz com que o sal de Rochelle se deforme, produzindo um sinal elétrico que pode ser amplificado ou gravado antes de voltar a ser uma onda sonora. É esse pulso que passa pelos cabos do dispositivo e chega até as caixas de som.

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Uma das principais vantagens dos microfones de cristal é que eles são relativamente baratos para serem produzidos, além de ter uma boa qualidade sonora. Porém, os instrumentos utilizando sal de Rochelle são muito sensíveis à mudança de temperatura, umidade e também ao constante manuseio.

Embora a tecnologia utilizada por Alexander Nicolson ainda seja empregada, essas pequenas dificuldades do cristal utilizado fazem com que o sal de Rochelle não sejá mais tão popular quanto era nos anos 30.

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