Em 2012, o Carrefour fechou seu site para vendas online como parte de uma restruturação do seu grupo. Porém, não deve demorar para que a rede de hipermercados retorne ao setor de ecommerce no país. Segundo um comunicado divulgado nessa quarta-feira (17), a empresa tem planos para relançar sua operação de comércio eletrônico nacional em 2015.

Para fazer o sistema vingar nessa nova tentativa, a companhia vai ser apoiar em definições mais precisas de suas estratégias comerciais. Segundo Charles Desmartis, presidente-executivo do grupo no Brasil, o Carrefour deve contar agora com avaliações logísticas essenciais para que o novo negócio complemente as vendas das lojas físicas.

O projeto foi colocado nas mãos de um novo responsável, que ainda não teve seu nome revelado. "Contratamos alguém que vem do ecommerce e fui muito claro: ele não vai ter limitações iniciais para trabalhar com toda criatividade", comentou Desmartis, demonstrando que a nova empreitada pode ser mais ousada.

Momento ideal para os negócios

O anúncio chega num momento em que o varejo, como um geral, perde força no Brasil enquanto o comércio eletrônico segue em alta. Estima-se que, comparado ao primeiro semestre do ano passado, as vendas online cresceram 26% no país em 2014. Valor alto quando posto ao lado dos 4,9% de crescimento do mercado varejista tradicional.

Aliás, no setor de lojas físicas, a empresa planeja o lançamento de diversas lojas menores em locais de grande circulação. Chamado de Carrefour Express, esse mercado de bairro chega para competir com os comércios do tipo popularizados pelo rival Grupo Pão de Açúcar. A primeira unidade do projeto foi inaugurada no final de agosto deste ano, na zona leste de São Paulo.

Em relação à abertura de capital do Carrefour Brasil, para que possa ser negociada na bolsa, Desmartis diz que essa é uma opção que está sendo avaliada, mas que ainda não há pressa para tomar uma decisão final.

O aporte de capital externo, que pode ajudar a acelerar o desenvolvimento dos projetos da empresa, também não está nos planos do Carrefour a curto prazo. "Vai depender das condições de mercado", explicou o executivo.

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