Há cerca de duas semanas mais uma franquia do mundo dos games deu as caras na tela do cinema. O game Need For Speed, série de jogos que sempre esteve entre as mais vendidas da Electronic Arts, ganhou uma versão cinematográfica dirigida por Scott Waugh, que até então havia dirigido apenas o filme “Ato de Valor”, em 2012.

Mas quais as vantagens de levar Need For Speed ao cinema? E, mais importante, qual foi o resultado obtido nessa estreia na tela grande? A resposta a essa pergunta é variada, mas vamos explicar sobre vários aspectos para descobrir se esse foi um bom negócio ou não.

Investimento baixo e com bom retorno

O orçamento de produção de “Need For Speed: O Filme” foi estimado em US$ 66 milhões – valor considerado mediano para os padrões de Hollywood. Em duas semanas em cartaz, o filme acumulou US$ 31,2 milhões de faturamento nos Estados Unidos e outros US$ 96,1 milhões mundo afora, totalizando US$ 127,3 milhões.

(Fonte da imagem: Divulgação/Electronic Arts)

Embora numericamente você possa imaginar que houve um grande lucro – faturou duas vezes mais do que gastou -, para os padrões da indústria norte-americana de cinema não arrecadar nos EUA o suficiente para cobrir os custos de produção não é um bom sinal.

Entretanto, o fato de este ser possivelmente o primeiro filme de uma nova franquia que se inicia ameniza esse fato. Não se espante se, em breve, você ler por aí o anúncio de uma sequência. Em um primeiro momento, sob essa ótica, Need For Speed recebeu sinal verde para seguir em frente no cinema.

Mas e que história Need For Speed tem?

Pense em qualquer game da série Need For Speed. Como você definiria a franquia em poucas palavras? Se você respondeu algo como “um jogo de corrida, em que você pode escolher ser um policial ou um bandido, pilotando carros potentes”, certamente conseguiu resumir bem o que o título representa.

(Fonte da imagem: Divulgação/Electronic Arts)

Ou seja, não há uma história propriamente dita, com personagens definidos ou com pontos dramáticos. Para o cinema, entretanto, é preciso incrementar essa fórmula. Sim, no filme estão presentes os carros possantes em alta velocidade, as manobras radicais e arriscadas e as perseguições. Essa é a ideia do jogo, essa é a proposta do filme. E tudo isso está lá.

E isso faz de Need For Speed um bom filme?

Analise o jogo e analise a proposta do filme. Em tese, estamos diante de uma adaptação bastante fiel, correto? Entretanto, isso não significa que se uma coisa funciona no mundo dos games ela também vá funcionar no mundo do cinema.

Com um roteiro simples, previsível e recheado de elementos clichê já vistos em outras produções do gênero, como na extensa série Velozes & Furiosos, “Need For Speed: O Filme” não acrescenta muita coisa em termos cinematográficos. O que não significa, por exemplo, que ele não seja divertido.

(Fonte da imagem: Divulgação/Electronic Arts)

O uso dos efeitos 3D é quase nulo e, portanto, dispensável nos cinemas. Porém, caso você tenha a oportunidade de conferir a produção em uma sala 4D (o Baixaki Jogos assistiu ao filme em uma sala como essa, a convite da Rede Cinepolis), há elementos curiosos e interessantes, como cadeiras de movendo na arrancada dos carros ou ventos à medida que os veículos se deslocam – itens que nesse caso tornam a experiência ainda mais divertida.

"Need For Speed: O Filme" não é o melhor filme do mundo, está longe disso. Sua proposta de adaptação funciona. Porém, para quem espera um pouco mais de uma atração no cinema, a produção deixa a desejar. Certamente os jogos da série são mais divertidos e vão mantê-lo entretido por mais tempo. Vale conferir, mas vá sem nenhuma expectativa.

Via BJ

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