“Gravidade” certamente é o melhor filme em 3D já feito sobre o espaço. E essa não é apenas a opinião do Tecmundo, mas também de James Cameron, diretor de “Avatar” e responsável pelo maior sucesso do gênero no cinema, e de Buzz Aldrin, ex-astronauta norte-americano e segundo homem a pisar na Lua.

“Fiquei muito, mas muito impressionado com o que é retratado em ‘Gravidade’”, destacou Aldrin em entrevista ao The Hollywood Reporter. “Acredito que essa seja a melhor fotografia de espaço já feita, o melhor filme que retrata o espaço”, destaca James Cameron. “É o filme que eu sempre quis ver no cinema”, destacou o premiado diretor.

Segure o fôlego

Apesar de o filme se chamar “Gravidade”, é a microgravidade  do espaço que cria um cenário diferenciado para o trabalho do diretor Alfonso Cuarón, responsável também pelos filmes “Filhos da Esperança” e “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”.

(Fonte da imagem: Divulgação/Warner Bros)

Com um roteiro simples e bastante objetivo – o filme tem 90 minutos de duração –, o diretor coloca os personagens principais, Ryan Stone (interpretado por Sandra Bullock) e Matt Kowalski (interpretado por George Clooney) em uma situação angustiante em que não há inimigos, mas apenas a imensidão do espaço e todos os seus perigos.

Em termos de ciência, a “odisseia no espaço” de Alfonso Cuarón abusa de cenas com silêncio absoluto e com explosões “surdas” (lembre-se, o som não se propaga no vácuo, isso só acontece nos filmes de Hollywood), que deixam o clima ainda mais aterrorizador. Sobreviver é necessário a qualquer custo e tudo se torna ainda mais complicado quando não há oxigênio e nem mesmo combustível suficiente.

3D para fazer valer o ingresso

Desde que os filmes em 3D começaram a se popularizar no cinema, foram poucas as opções que realmente exploraram o potencial da tecnologia. Até então, as duas grandes exceções haviam sido “Avatar” e “Resident Evil 5: Retribuição”, ambos filmados em 3D e não apenas convertidos para o formato.

(Fonte da imagem: Divulgação/Warner Bros)

“Gravidade” estabelece um novo parâmetro ao usar a tecnologia como linguagem, de uma forma ainda não explorada. A microgravidade, por exemplo, é apresentada de uma forma curiosa do ponto de vista narrativo: em um cenário normal, a câmera se desloca da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, de cima para baixo ou de baixo para cima, sempre tendo o solo e a linha do horizonte como ponto de referência.

Em um ambiente sem gravidade essas regras não se aplicam, o que faz com que os movimentos possam acontecer em qualquer direção a qualquer momento. Essa característica do cenário é explorada pelo diretor à exaustão, contribuindo muito para a ambientação e para colocar o espectador no clima do que a trama que se desenrola tenta transmitir.

(Fonte da imagem: Divulgação/Warner Bros)

Se você ainda não teve a oportunidade de ir a uma sala de cinema Imax (o ingresso não é dos mais baratos, sabemos disso), “Gravidade” é o filme perfeito para que você faça a sua estreia. Nesse caso, vale muito a pena conferir no cinema e em 3D. Esperar o lançamento em DVD ou Blu-ray é perder muito da qualidade de áudio e vídeo que o cinema pode oferecer. Para colocar na sua lista de melhores filmes de 2013.

O Tecmundo assistiu ao filme “Gravidade” a convite da Warner Bros. A produção estreia nos cinemas brasileiros no dia 11 de outubro.

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