(Fonte da imagem: Divulgação/Warner Bros)

Parece que a ideia de revolucionar o cinema com a exibição filme “O Hobbit” a 48 quadros por segundo (fps) não deu tão certo quando o diretor Peter Jackson imaginava. Uma exibição de um trecho do filme a uma plateia fechada na CinemaCon apresentou resultados conflitantes. O público não aceitou muito bem a novidade, o que não deixou Peter Jackson muito satisfeito, já que ele previa o sucesso absoluto da nova empreitada.

O que aconteceu foi que a alta taxa de quadros por segundo confundiu as pessoas. Os olhos percebem a fluência da movimentação no título como algo muito mais próximo da realidade que nos filmes normais. Como nossos olhos já são treinados para perceber a diferença entre a gravação e a realidade, um filme com essas características causa certo desconforto.

O efeito percebido pela plateia foi como assistir a um filme produzido para a televisão ou a um programa “por trás das câmeras”. Nas palavras de um espectador: “Os cenários pareciam cenários e isso é muito ruim para um filme, pois tira toda a credibilidade da produção”.

O outro lado da moeda

Outros espectadores gostaram do que viram, principalmente na hora das animações em computação gráfica, que, segundo eles, ficaram muito mais reais do que nos tradicionais 24 fps. James Cameron, diretor de “Avatar”, deu a sua opinião acerca do projeto: “Se assistir a um filme em 3D é como olhar por uma janela, com esse novo processo é como se ela tivesse o vidro removido”.

Ainda é cedo para saber se Peter Jackson e os estúdios responsáveis pelo filme vão continuar com o projeto ou diminuir a taxa de quadros da película para 24 fps, como é o padrão do cinema. Mas com a produção do título perto do final, é difícil que isso aconteça.

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