Os Power Rangers são ótimos representantes da nostalgia, aquela sensação gostosa que remete aos bons momentos da infância na frente da TV. As pessoas crescem e guardam essas lembranças para todo o sempre, mas outras nascem no lugar – e também devem passar pelo mesmo “túnel”. É essa a visão de Jason David Frank, veterano ator icônico que interpretou o Ranger verde/branco na série e no cinema.

Em vídeo postado na sua conta do Facebook, o ator opinou de forma ponderada sobre a recente produção “fan-made” que mostrou uma pegada adulta, mais intensa, realista e sangrenta dos emblemáticos heróis fantasiados. Jason disse que “palavras sujas e drogas não colam comigo”.

“Olhem, sei que há muitos fãs aí que amam todo esse negócio, mas sou apenas um cara PG-13. Eu até acho legal essa coisa de ‘pô, hoje sou adulto, quero ver esses caras crescidos’ e tal, mas temos de pensar nas crianças, galera. Pelo menos essa é a minha opinião. (...) Fui procurado [pelos produtores do filme] e conheço os atores, há ótimas pessoas ali, mas é um programa do Nickelodeon, e isso [abordagem adulta] não combinaria com a marca. Um reboot assim, obscuro. Todos amam Power Rangers, mas eles ainda estão conectados a adultos e crianças. Temos de ser responsáveis e saber que [a série] ainda é uma marca para crianças. Se acho bom ou ruim [o filme adulto]? Ah, isso não importa porque essa é a minha página do Facebook!”, declarou.

O “deboot”, denominado “Power/Rangers”, traz os atores James Van Der Beek e Katee Sackhoff como os Rangers vermelho e rosa, respectivamente. O curta foca na morte de diversos Rangers adultos na busca por Tommy Oliver, também conhecido como o Ranger Verde, interpretado por Jason na TV e no cinema.

Produtor ficou decepcionado com remoção do vídeo

O vídeo de Power/Rangers surgiu no início desta semana pelo Vimeo, mas foi derrubado por violar direitos autorais da Saban, que detém os direitos sobre a franquia. O principal produtor do curta, Adi Shankar, expressou desapontamento com a retirada do vídeo.

“Fiquei muito decepcionado com a decisão da Saban de atacar o filme. A todos que viram e gostaram, considero isso uma infração à liberdade de expressão e ao individualismo. Decidi produzir esse filme como um fã de infância”, postou o produtor em sua página do Facebook.

E você, o que acha disso tudo? Bateu a nostalgia por aí também?

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