Crucial para a alimentação de 700 milhões de pessoas ao redor do mundo, a mandioca tem como uma de suas principais ameaças um inseto conhecido como mosca-branca. Essa criatura não somente come as plantas, como é capaz de transmitir vírus capazes de destruir plantações inteiras.

Devido à importância do tubérculo, pesquisadores da University of Western Australia usaram um supercomputador para estudar a arvora filogenética da mosca-branca. A pesquisa revelou que há nada menos que 34 espécies do inseto ao redor do mundo, o que explica em parte a resistência que eles apresentam a venenos.

A máquina usada, conhecida como Magnus, também é usada para pesquisas relacionadas à astronomia. O computador em petaescala da linha Cray XC40 pertence ao Centro de Supercomputadores Pawsey e conseguiu, a partir dos dados de 50 moscas-brancas, criar relações que chegaram à ordem dos octilhões — que podem ser representados com nada menos que 27 zeros.

As informações vão permitir saber quais insetos estão devastando a mandioca de determinada região do planeta, facilitando o processo de combatê-los. Além disso, a descoberta deve ajudar aos lucros das indústrias químicas, que devem passar a oferecer produtos específicos a cada subespécie.

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