Um eletroímã gigante está sendo preparado para tentar "solucionar o mistério das partículas múon", um componente atômico ainda pouco conhecido pela ciência. O tal ímã tem um diâmetro de quase 16 metros e pesa 17 toneladas. Fora isso, ele precisou de uma estrutura ainda mais pesada: 24 peças metálicas de 26 toneladas cada e mais 12 de 11 toneladas. Agora, esse brinquedinho está sendo “congelado” a 267° C para tentar capturar esses múons.

Um feixe de partículas será atirado sob o campo magnético do eletroímã e, com uma combinação de situações, os pesquisadores norte-americanos do Fermilab pretendem analisar as tais partículas. Não se sabe exatamente qual é a função delas na constituição atômica, mas essa experiência poderá comprovar ou não algumas teorias.

Além de dimensões impressionantes, o ímã ainda fez um trajeto bastante desafiador pelo território norte-americano. Ele saiu do Laboratório Nacional Brookhaven, em Nova York, e seguiu de balsa pelo mar até a Flórida, onde adentrou no continente através de rios. Somente um pequeno trajeto foi feito de caminhão até o laboratório de destino, localizado em Illinois.

O equipamento em si teve que ser levado inteiro por contar com partes muito sensíveis para desmontar. Somente a estrutura metálica foi separada para o transporte. O ímã foi construído nos anos 1990 e esteve desligado por 10 anos.

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