Existe um conceito chamado "Smart Memory Alloy" (ou Liga Metálica Inteligente), que é aplicado às ligas metálicas com "memória inteligente". Esse tipo de material pode ser deformado algumas vezes e então volta ao formato original — assim como acontece com uma mola —, sendo bem importante para alguns instrumentos médicos e também  outros objetos utilizados na aviação.

Mas o problema é que esse tipo de liga possui uma limitação quanto às remodelagens. Por causa de sua estrutura, após algumas deformações ele pode não voltar mais para o formato original — chegando a quebrar em pouco tempo. Mas uma nova liga desenvolvida pela Universidade de Kiel (Alemanha) está tentando mudar essa história.

A grande diferença

De acordo com os cientistas envolvidos no projeto, uma liga de níquel, titânio e cobre foi criada com uma estrutura de cristal especialmente produzida para poder ser dobrada mais facilmente. E o grande trunfo disso é que isso pode ser feito em até 10 milhões de ciclos — um número muto maior do que o visto em qualquer liga já existente.

Isso só acontece porque a liga conta com impurezas de titânio e cobre (em pequenas quantidades, mas capazes de gerar a capacidade). Os pesquisadores afirmam que isso poderá ser usado para uma série de equipamentos em que as deformações são necessárias e também em locais de muita variação térmica. Ainda não há previsão de aplicação comercial para ela.

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