Você já ouviu falar de microscopia crioeletrônica? O termo envolve o congelamento rápido de amostras para que elas possam ser vistas através de um microscópio. A imagem das moléculas e organelas congeladas permite uma melhor resolução, o mais próximo possível do estado vivo, livre de corantes ou fixadores químicos.

E os microscópios usados para isso são absurdamente poderosos e mostram tudo nos mínimos detalhes, contudo os cientistas estavam tendo dificuldades para capturar imagens em nível atômico e molecular... até agora.

Um estudo publicado na revista Science revelou que pesquisadores da U.S. National Institutes of Health estão tornando a técnica mais eficiente, e eles dizem que podem torná-la capaz de resoluções de até 0,5 nanômetro. Anteriormente, só estavam sendo capazes de chegar a 0,2 nanômetro (nessa resolução, é possível enxergar átomos com um foco relativamente nítido).

Os pesquisadores afirmam que irradiando raios de elétrons nas amostras congeladas em nitrogênio líquido, conseguiram chegar à resolução de 0,22 nanômetro, mas que poderiam ir muito além disso.

A foto acima mostra a proteína β-galactosidase. Do lado esquerdo, podemos ver como ela era vista antes da técnica usada pelos pesquisadores; já do lado direito podemos ver a imagem com a nova técnica sendo aplicada. Apesar de não ser possível ver átomos, conseguimos identificar moléculas de água que se ligam à proteína. Se com apenas 0,02 de diferença a imagem se torna completamente diferente, imagine quando chegarem a 0,5 nanômetro.

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