Pessoas que passam por processos de amputação nas pernas já conseguem viver naturalmente há algum tempo. Com a utilização de pernas mecânicas, é possível andar, correr e praticar qualquer atividade como qualquer outra pessoa. Mas é preciso ter em mente que a mobilidade de uma perna mecânica não é igual à de um membro humano — afinal de contas, são peças praticamente imóveis.

Agora, cientistas italianos estão apresentando um novo sistema que promete ser uma grande evolução para os membros artificiais que temos atualmente. Tratam-se de pernas robóticas, que garantiriam tudo o que as mecânicas oferecem e ainda vai além devido ao grande número de possibilidades delas. Chamado de Cyberlegs, o projeto pretende dar novas chances para pessoas amputadas.

Novas possibilidades

A programação das Cyberlegs diferencia elas de outros sistemas conhecidos atualmente, pois é com esses ajustes que as pernas robóticas podem se adaptar a diversos perfis de utilização — podendo ser reforçada para pessoas que querem praticar corridas, por exemplo. Em suma, o sistema acaba se adaptando a cada situação e pode até mesmo interpretar sozinho as necessidades e as demandas.

O projeto já vem sendo desenvolvido desde 2012 e custou US$ 2,7 milhões dos fundos da Comissão Europeia. Além dos institutos Scuola Superiore Sant'Anna di Pisa e Fondazione Don Carlo Gnocchi Onlus da Itália, também estão envolvidas no projeto a Catholic University of Louvain (Bélgica) e a University of Ljubljana (Eslovênia). Mesmo com toda a equipe e o tempo dispendido, somente nesta semana o projeto foi anunciado publicamente.

Há a revelação de que 11 pessoas já foram usuários-teste para as Cyberlegs, sendo que muito ainda deve ser desenvolvido até que o projeto se torne uma realidade comercial. O que se espera é que a apresentação realizada nesta semana faça com que mais investidores apostem no projeto, para que ele possa ser colocado em prática em, no máximo, três anos. O que você achou da ideia?

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