Pesquisadores norte-americanos acabam de desenvolver um acessório que promete facilitar a detecção de HIV em pessoas que contraíram o vírus causador da AIDS. O aparelho, que é anexado a smartphones, pode reconhecer o soro positivo em menos de 15 minutos — sendo também capaz de identificar a presença de vírus causador da sífilis em apenas uma gota de sangue que está sendo testada.

O projeto é uma criação de cientistas da Columbia University (Nova York, Estados Unidos), que afirmam que cada aparelho pode ser produzido por apenas US$ 34 — muito menos do que qualquer outro dispositivo de detecção utilizado em hospitais de qualquer lugar no mundo. A promessa é de transformar o acesso aos exames muito mais democrático do que é atualmente.

Para a realização dos primeiros testes, os pesquisadores foram até Ruanda — um país africano em que mais de 200 mil pessoas estão infectadas com o HIV. Segundo o que foi publicado no site da instituição, o nível de eficácia dos exames tem se mostrado muito próximo ao de equipamentos hospitalares, apesar de ainda não ter sido confirmado a total confiabilidade no procedimento — hoje são 92% de sensibilidade e 79% de especificidade.

Em relação à sífilis, os níveis de sensibilidade e especificidade são de 80% e 70%, respectivamente. Para funcionar, o dispositivo deve ser acoplado à saída de fone de ouvido do smartphone. Equipado com alguns reagentes químicos, ele faz a análise do sangue com os elementos e então demonstra se o paciente está contaminado.

Por que na África?

A região subsaariana da África — a que fica abaixo do deserto do Saara — é uma das mais pobres do mundo. Lá, a infecção por HIV ainda é muito mais alta do que em qualquer outra região do planeta. Estima-se que quase 70% das infecções do mundo estejam concentradas nos países mais pobres, como Ruanda, Zâmbia, Quênia e outros nas proximidades.

Por causa disso, os testes têm sido realizados por lá e é para a mesma região que devem ser levados os equipamentos no futuro. Vale dizer que o objetivo não é permitir que qualquer pessoa faça exames em casa, mas sim permitir que médicos alocados em regiões com menos recursos possam diagnosticar pacientes com mais rapidez.

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