O carbino em forma de corrente pode ter várias propriedades. (Fonte da imagem: Reprodução/Arxiv)

Não é erro de digitação. O “carbino” (carbyne, em inglês) pode alcançar, em pesquisas futuras, a mesma fama que o grafeno possui nos dias de hoje. Isso porque um grupo de cientistas da Rice University, nos Estados Unidos, estudou algumas das propriedades dessa substância – e o resultado foi impressionante.

Após realizar testes de resistência, flexibilidade e dureza, o grupo confirmou que ele seria uma grande adição ao mundo da nanotecnologia. O carbino é duas vezes mais duro que qualquer outro material conhecido atualmente, como nanotubos de carbono ou o próprio grafeno.

Além disso, quando torcido, dependendo do elemento químico ligado a ele, o carbino pode girar livremente ou manter-se rígido. O problema é que, em contato com outra estrutura igual, ele pode reagir de forma explosiva – mas é possível achar uma “barreira de ativação” que impeça esse evento e torne o elemento estável em forma condensada.

Quem é esse?

O carbino ou carbono acetilênico linear (LAC, na sigla original) é um alótropo do carbono, ou seja, uma "forma de existência" alternativa, com os átomos organizados de maneira diferente do elemento original. O grafite e o diamante são exemplos de alótropos do carbono.

Ele é normalmente uma sequência de átomos de carbono unidos por ligações triplas e simples alternadas. Traços dele já teriam sido detectados no espaço, em grafite comprimido e em asteroides – e sua existência até já foi contestada por vários especialistas em nanotecnologia.

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