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Ciência

Como as câmeras sobreviveram às explosões nucleares?

Especialistas explicam como equipamentos projetados sob medida resistiram a ondas de choque devastadoras.

Avatar do(a) autor(a): Amanda Fleure

schedule02/03/2026, às 10:30

Com os ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã e comentários feitos no podcast The Joe Rogan Experience, a internet voltou a discutir e duvidar as explosões feitas pelos Estados Unidos nas décadas de 1950 e 1960: como as câmeras resistiram àquelas filmagens? Especialistas como Alex Wellerstein, historiador da ciência e tecnologia nuclear do Stevens Institute of Technology, nos Estados Unidos, reforçam que os testes foram reais e que as filmagens são autênticas, resultado de um trabalho técnico altamente especializado conduzido durante a Guerra Fria.

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O principal argumento das teorias recentes é direto: como câmeras relativamente frágeis poderiam sobreviver a explosões atômicas capazes de destruir casas e veículos? As gravações não foram feitas com equipamentos comuns, mas com sistemas projetados especificamente para ambientes extremos, com proteção reforçada e posicionamento estratégico.

Então como eram esses equipamentos?

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No dia 6 de agosto de 1945, os Estados Unidos atacaram o Japão com a primeira bomba nuclear da história em Hiroshima (Imagem: Reprodução)

Durante operações como a Operation Teapot, realizada em 1955 no Nevada Test Site, 48 câmeras foram instaladas entre cerca de 800 e 3.200 metros do ponto zero. Os equipamentos eram revestidos com aço e chumbo e posicionados em torres fixadas em concreto, além de utilizarem lentes especiais e sistemas de alta velocidade para registrar frações de segundo. Parte do acervo foi desclassificada após o fim da Guerra Fria, em 1991, e hoje está disponível em arquivos públicos. Vale lembrar que apenas as câmeras que resistiram aparecem nas imagens divulgadas.

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Vídeos que circulam nas redes destacam cenas em que carros ou pessoas parecem surgir ou desaparecer entre tomadas, mas esses casos são explicados por registros feitos em dias diferentes, usados como testes antes das detonações oficiais. A edição posterior pode gerar confusão, mas documentos históricos mostram que eram procedimentos técnicos padrão. 

Lembrando que, por trás das imagens impactantes, havia engenharia de ponta, tecnologia e um contexto geopolítico decisivo. Confira mais notícias, reviews, curiosidades e mais no TecMundo. 
 

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