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Ciência

Cientistas criam prótese robótica de mão que até segura objetos

Projeto da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, permite movimentos mais precisos e de fácil comando com ajuda de mais sensores.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule11/12/2025, às 12:00

updateAtualizado em 30/01/2026, às 08:26

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova mão biônica que pode revolucionar as próteses de quem perdeu ou precisou amputar membros superiores. O resultado é possível com uma combinação de sensores modernos e inteligência artificial (IA).

O trabalho é desenvolvido no Utah NeuroRobotics Lab pelo pesquisador Marshall Trout, que está no pós-doutorado sob a supervisão do professor Jacob A. George. Estudos preliminares do projeto foram publicados em um artigo na Nature Communications.

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A ideia por trás da prótese robótica e manter a aparência e o funcionamento de uma mão humana, combinada a uma precisão no toque e até para transportar objetos que não é comum a esse tipo de equipamento.

Como a mão biônica funciona

Normalmente, uma mão biônica replica movimentos a partir de sensores e transmissores que captam os sinais elétricos dos músculos da região, transformando isso em uma ação.

Apesar de realmente permitir movimentações até de dedos e pulso, esse tipo de prótese tende a ser pouco intuitivo em controle e também nada preciso, em especial para movimentos finos — como segurar um objeto frágil, por exemplo, ou transportar um item de um local para outro.

  • O projeto da Universidade de Utah combina duas tecnologias a uma mão biônica já existente e fabricada pela TASKA Prosthetics;
  • A primeira inovação está na adição de pontas dos dedos customizadas e mais avançadas, que detectam a pressão do movimento e possuem sensores de proximidade. Dessa forma, elas sabem exatamente a hora de parar de pressionar um objeto a ponto de não quebrá-lo e também não derrubar o item;
  • O segundo avanço utiliza a IA a partir de uma rede neural treinada para agir junto aos sensores nas pontas dos dedos, permitindo que todo o sistema trabalhe junto;
  • De acordo com os cientistas, é esse "controle compartilhado" entre o humano e a máquina que amplia a segurança dos movimentos e reduz o esforço cognitivo necessário para cada movimento;
  • No vídeo compartilhado pela equipe, um voluntário dos estudos é mostrado segurando um copo, um ovo e uma folha de papel de duas formas: sem o uso da IA, com o movimento mais irregular, e com a ajuda do sistema, que deixa as ações bem mais refinadas;
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Imagem: Divulgação/University of Utah

Os próximos passos da pesquisa envolvem juntar ainda mais as duas tecnologias para que os sensores aumentem as funções táteis da prótese e ela possa responder ainda melhor a controles feitos pela atividade neural do usuário.

Não há previsão para que esse experimento se transforme em um produto comercial no futuro, mas a ideia é tornar esse equipamento disponível em algum momento para melhorar a qualidade de vida de pessoas com membros superiores amputados.

Quer conhecer mais exemplos de como a IA já é realidade na saúde? Confira esse conteúdo no site do TecMundo!

Perguntas Frequentes

O que torna essa nova mão biônica diferente das próteses tradicionais?
A nova mão biônica desenvolvida pela Universidade de Utah se destaca por combinar sensores modernos e inteligência artificial, permitindo movimentos mais precisos e intuitivos. Diferente das próteses tradicionais, ela consegue detectar a pressão e a proximidade de objetos, evitando que sejam esmagados ou deixados cair.
Como funciona o controle dos movimentos na prótese desenvolvida?
A prótese capta sinais elétricos dos músculos da região do membro amputado por meio de sensores e transmissores. Esses sinais são interpretados por sistemas de inteligência artificial, que transformam os impulsos em movimentos precisos da mão, dedos e pulso.
Quem está por trás do desenvolvimento dessa mão biônica?
O projeto é conduzido no Utah NeuroRobotics Lab, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Marshall Trout, que realiza seu pós-doutorado sob a supervisão do professor Jacob A. George, ambos da Universidade de Utah.
Qual é a função dos sensores nas pontas dos dedos da prótese?
As pontas dos dedos da prótese foram customizadas com sensores de pressão e de proximidade. Esses sensores permitem que a mão saiba exatamente quando parar de aplicar força sobre um objeto, evitando que ele seja danificado ou escorregue, o que melhora significativamente a precisão e o controle.
Qual empresa fornece a base da mão biônica usada no projeto?
A base da mão biônica utilizada no projeto é fabricada pela TASKA Prosthetics, uma empresa especializada em próteses avançadas. O modelo foi aprimorado com tecnologias desenvolvidas pela equipe da Universidade de Utah.
Quais são as limitações das próteses tradicionais que essa nova tecnologia busca superar?
As próteses tradicionais geralmente têm controle pouco intuitivo e baixa precisão, especialmente em movimentos delicados como segurar objetos frágeis. A nova tecnologia busca superar essas limitações com sensores mais avançados e uso de inteligência artificial para melhorar a resposta e o controle da prótese.
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