(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

Para quem passou a infância ou a adolescência na década de 90, “O Mundo de Beakman” é um dos programas de TV que, certamente, desperta boas lembranças. Produzido ao longo dos anos de 1991 a 1995, são mais de 90 episódios que ensinam ciência de maneira divertida e lúdica para crianças e adultos que, ainda hoje, não cansam de revê-los.

E, no fim da tarde de ontem (21), o auditório do World Trade Center de São Paulo estava lotado de fãs que aguardavam a palestra de encerramento do Infotrends 2012. Não demorou muito até que a voz do cientista invadisse a sala e, atenta, a plateia aplaudisse a entrada de Beakman.

Usando seu tradicional jaleco verde-limão, o personagem realizou experimentos que, com a ajuda de voluntários, explicavam conceitos científicos como centro de gravidade e o rompimento da barreira do som. Depois, foi a vez de Beakman sair de cena — deixando peruca e jaleco de lado — e entrar Paul Zaloom, o ator responsável pela encarnação do cientista na telinha.

Bom humor e nostalgia

Conquistando diversos risos do público, Zaloom começou a contar a sua trajetória a partir de fotos da infância e de períodos marcantes de sua vida, como a ida para a faculdade e a morte de seu amigo Mark Ritts, que interpretava o rato Lester, no programa de TV.

Sem Jaleco e peruca, é a vez de Paul Zaloom contar sua história (Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

Aos 61 anos, Zaloom faz questão de dizer que não é um cientista, mas um ator especializado no trabalho com marionetes e que usa o humor para abordar assuntos sérios. Por sinal, o trabalho mais recente do titeriteiro possui um teor político bastante adulto. Entre as causas já apoiadas por Zaloom estão as questões sobre a prisão de Guantánamo e a guerra contra o Afeganistão.

Porém, mesmo o trabalho infantil de “O Mundo de Beakman” faz sucesso entre os mais velhos. Em entrevista coletiva realizada após a apresentação, o ator contou que, nos Estados Unidos, cerca de 52% da audiência era composto por adultos. A explicação para isso, segundo Zaloom, é o fato de que esses adultos se sentem confortáveis ao assistirem uma aula de ciência feita para crianças, já que também seriam capazes de absorver o conteúdo com mais facilidade.

Sucesso no Brasil

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

Zaloom se diz surpreso com a popularidade do programa no Brasil, pois, para ele, muitas das piadas feitas são impossíveis de serem traduzidas, já que usam trocadilhos da língua inglesa ou referências muito próprias da cultura norte-americana.

E, por mais que tenha dormido pouco nas últimas horas, o ator disse ter ficado muito contente com a recepção de tanta gente animada com presença dele em São Paulo.

Antes de terminar, Zaloom também deixou um recado: quer muito voltar ao Brasil com seus espetáculos. Nós, do Tecmundo, torcemos para que isso não demore para acontecer.

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