Novas tempestades de areia podem acontecer no Brasil?

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Uma enorme nuvem de poeira carregada por ventos de 92 km/h provocaram imagens impressionantes no interior de São Paulo neste domingo (26). As tempestades de areia tornaram difícil de respirar o ar em cidades como Franca, Presidente Prudente, Jales, Araçatuba, Barretos e chegou até cidades do Triângulo Mineiro.

Além de reduzir a visibilidade, o excesso de poeira pode causar problemas respiratórios, como alergia e agravar condições como asma, bronquite e covid-19. Em Ribeirão Preto, um avião da companhia Azul chegou a ser arrastado pelo pátio, mas o incidente não provocou feridos ou prejuízo.

Formação de tempestades de areia

A ocorrência das tempestades foi favorecida pelos dias secos e quentes, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Com o solo pouco úmido, resquícios de queimadas, poeira e vegetação não ficam retidos na superfície. Um pouco antes da chuva, uma corrente vertical de vento se forma, carregando as partículas para a atmosfera.

Comum em países da Ásia, onde é conhecido como “haboob”, essas tempestades podem criar um bloco de nuvem de sujeira com até 10 quilômetros de altura e até 160 quilômetros de largura.

O fenômeno climático se forma em alguns segundos e pode derrubar árvores e linhas de energia, representando riscos para motoristas. As tempestades de areia acabam se desfazendo sozinhas após algumas horas, quando a poeira é dissipada pelo processo de nevoeiro.

Repetição do fenômeno no Brasil

Os meteorologistas avaliam ser pouco provável que novas tempestades de areia possam atingir o Sudeste brasileiro nos próximos dias, quando temporais devem acontecer na região, porque não haverá condições ideais para formação de novas nuvens de poeira.

A região tinha mais de cem dias sem chuvas significativas. No entanto, houve precipitação de mais de 50 mm nas últimas 24 horas. O clima continuará úmido no início de outubro, com a chegada de uma massa de ar frio que avançará pelo Sul.

No entanto, o fenômeno pode se repetir no Brasil, especialmente em regiões semiáridas, como o interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e Centro-Oeste no final do inverno e início da primavera, quando as condições para a formação de tempestades de areia são mais favoráveis.