(Fonte da imagem: iStock)

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, anunciaram a criação de transistores flexíveis feitos à base de proteína humana. As peças são biodegradáveis, totalmente livres de silicone e usam proteínas obtidas a partir do sangue, do leite materno e do muco.

O primeiro passo foi a criação de transistores para monitores, mas a equipe da universidade espera produzir peças do gênero para todos os tipos de eletrônicos. Construídos por meio da aplicação de fluidos corporais no revestimento da base, a mistura dos três tipos de líquidos tem uma explicação.

A proteína do sangue é capaz de absorver oxigênio, permitindo que ele seja manipulado com outros elementos químicos para diferentes propriedades tecnológicas; as fibras do leite constroem a estrutura do transistor; e o muco pode manter os corantes vermelho, azul e verde separados.

Por serem biodegradáveis, o problema atual do descarte de produtos será muito mais fácil de ser resolvido. Apesar de promissora, a pesquisa ainda está em fase inicial e deverá enfrentar um longo caminho até que entre em escala comercial de produção. Além disso, será preciso convencer o público de que eletrônicos de origem humana são uma boa ideia.

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