Ampliar (Fonte da imagem: Divulgação/ESA)

A Mars Express, uma missão não tripulada da Agência Espacial Europeia destinada a estudar o planeta Marte, apresentou ontem (6 de fevereiro) uma forte evidência da existência de um oceano que supostamente esteve sobre a superfície marciana. Uma sonda identificou sedimentos remanescentes de um oceano, que pode ser visto através dos limites identificados na foto acima (em azul).

Jérémie Mouginot, do Institudo de Planetologia e Astrofísica de Grenoble (IPAG), da França, analisou dados do planeta durante dois anos e descobriu que as planícies do norte de Marte estão cobertas com um material de baixa densidade que, para ele, pode ser gelo. “É uma forte indicação de que ali já houve um oceano”, completa.

Dúvida antiga

A suspeita da existência de oceanos em marte é antiga. Os cientistas acreditam em duas hipóteses: que havia um há quatro bilhões de anos, quando o planeta era mais quente, e também há três bilhões de anos atrás, quando o gelo derreteu na sequência de um grande impacto, criando canais de escoamento que levaram a água para áreas abaixo da superfície.

A sonda da Mars Express consegue penetrar entre 60 a 80 metros na estrutura do planeta e é ao longo de toda essa profundidade que os cientistas conseguem ver as evidências de material sedimentar e gelo.

Marcianos? Não deu tempo

Para os cientistas da ESA, o oceano foi “temporário” e durou apenas um milhão de anos ou menos, o que na escala de tempo do universo é muito pouco. Após esse período, a água teria congelado de volta e ficado preservada no subsolo novamente ou transformada em vapor, sendo enviada gradualmente para a atmosfera. Mouginot acredita que esse tempo não foi suficiente para a vida se formar em Marte.

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