(Fonte da imagem: Reprodução/Physorg)

Embora os cientistas já estivessem habituados a avaliar células mortas em microscópios superpoderosos, nunca havia sido possível observar células vivas em pleno funcionamento e em altíssima definição.

Graças aos trabalhos do Dr. Stefan Hell e sua equipe do Instituto Max Planck na Alemanha, isso agora pode ser feito. A equipe vinha trabalhando há anos no desenvolvimento de microscópios de ultrarresolução, chamados STED, e agora conseguiram registrar imagens em altíssima definição de neurônios vivos do cérebro de um rato de laboratório.

Para poder capturar as imagens, os cientistas cortaram o crânio de um ratinho, cobrindo o cérebro exposto com um vidro, onde então foi posicionado o microscópio. Para facilitar a visualização, os cientistas modificaram algumas células do animal geneticamente, para que se tornassem fluorescentes. Um software instalado no microscópio permitiu que o aparelho focasse especialmente essas células.

O resultado foram imagens em altíssima resolução de neurônios vivos existentes na parte externa do cérebro de um rato de laboratório, a uma resolução de até 70 nanômetros.

Com isso, agora será possível estudar como algumas drogas agem e o que pode ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos que ajudem na cura de diversas doenças neurológicas.

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