Ciências exatas ou humanas? Se depender dos resultados preliminares de uma pesquisa realizada pela Universidade de Princeton, o poder de decisão pela área de preferência pode ser influenciado pela genética: pessoas com mais casos de autismo na família tendem a optar pelas exatas, enquanto que aqueles que possuem histórico de depressão nos parentes mais próximos acabam escolhendo as ciências humanas.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores entrevistaram cerca de 1.100 alunos com o objetivo de definir qual seria a vocação deles de acordo com seus interesses intelectuais. Depois, os estudantes também tiveram que indicar os casos de distúrbios de humor, uso de drogas ou autismo presentes na família (pais, parentes e avós).

De acordo com o resultado, os estudantes que escolheram a área das humanas tinham duas vezes mais chance de possuir algum parente com distúrbios de humor ou uso de drogas. Já o autismo e a síndrome de Asperger são três vezes mais comuns em parentes de estudantes que optaram pelas ciências exatas.

Sam Wang, professor e pesquisador do Instituto de Neurociência da Universidade de Princeton, disse que a pesquisa, embora não seja baseada em diagnósticos clínicos diretos, apresenta a ideia de que certas condições psiquiátricas herdadas estão muito mais ligadas aos interesses intelectuais de uma pessoa do que imaginávamos até então.

"Todo mundo possui interesses individuais e específicos que são resultados de experiências da vida, mas esses interesses surgem, incialmente, de um ponto de vista genético", afirma Wang. O cientista também alerta que os genes não determinam o destino de alguém, mas podem traçar caminhos iniciais para a vida de uma pessoa.

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