Desenvolvido em parceria entre James King e Daisy Ginsberg, estudantes da Royal College of Art e o time de biologia iGEM 2009 da Universidade de Cambridge, o projeto E.Chromi pretende oferecer uma forma bastante inusitada de diagnosticar doenças. Através da aplicação de bactérias modificadas, os pesquisadores pretendem usar fezes coloridas para detectar problemas como salmonela, vermes e úlceras estomacais.

A ideia é que, em breve, qualquer pessoa possa tomar um líquido contendo uma modificação da bactéria E. Chromi, cujos genes foram alterados para detectar mudanças indesejadas no organismo humano. As reações a diferentes enzimas, proteínas e produtos químicos do sistema gastrointestinal seriam responsáveis pelas diferentes colorações resultantes.

(Fonte da imagem: E. Chromi)

Com isso, os pesquisadores pretendem tornar mais fácil tanto para o paciente quanto para os médicos detectar e tratar eventuais problemas. Em vez de ter que recorrer a métodos de diagnóstico invasivos, bastaria consultar uma tabela de cores para descobrir se uma dor de barriga constante é na verdade uma reação ao rotavírus, por exemplo.

Diversas aplicações

O projeto também possui aplicações práticas fora do campo da medicina — no futuro, bactérias modificadas podem se provar um substituto mais saudável aos corantes químicos aplicados na indústria alimentícia. A tecnologia também poderia ser aplicada no desenvolvimento de novos pigmentos responsáveis por dar caras novas às roupas que usamos diariamente.

(Fonte da imagem: E. Chromi)

Até o momento, não há qualquer previsão de quando o projeto, um dos finalistas do Index Awards em 2011, possa se tornar realidade.

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