(Fonte da imagem: io9)

Um time internacional de engenheiros, liderado por Ray Baughman, da Universidade de Dallas, usou nanofios de carbono para criar músculos artificiais capazes de se contrair de forma semelhante àqueles encontrados nas trombas de elefantes. A invenção tem potencial suficiente para permitir a criação de máquinas em escala nanométrica capazes de viajar pela corrente sanguínea de uma pessoa.

Para a engenharia nanométrica, o termo “músculo artificial” é usado para se referir a materiais capazes de mudar sua forma em resposta a estímulos externos. Os movimentos provocados pelos músculos artificiais desenvolvidos pela equipe têm diversas implicações, que abrangem desde tratamentos contra o câncer até o desenvolvimento de eletrônicos portáteis.

Potencial sem igual

Ao agrupar bilhões de nanotubos de carbono com o formato de canudo em fitas filamentosas, o time liderado por Baughman criou um motor capaz de realizar até 600 rotações por minuto. Além disso, cada um dos fios é capaz de transportar pesos 2000 vezes maiores do que sua própria massa.

(Fonte da imagem: io9)

“O torque que nós podemos gerar por massa de fio é comparável ao de um motor elétrico com grandes dimensões", explica Baughman. Segundo Geoff Spinks, da Universidade de Wollongong, coautor do projeto que descreve o novo sistema, os motores desenvolvidos pela equipe possuem rotação ativa 1000 vezes maior do que qualquer tecnologia semelhante disponível atualmente.

O time de pesquisadores acredita que, com o devido desenvolvimento, os músculos artificiais poderão ser usados para impulsionar robôs em escala nanométrica. Dessa forma, não se espante se, em algumas décadas, injetar máquinas na corrente sanguínea como forma de cuidar da saúda tenha se tornado algo corriqueiro.

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