Um cientista americano juntamente com uma artista holandesa desenvolveu um projeto para criar uma pele à prova de balas. Randy Lewis conduziu um experimento baseado em uma rede de células de pele humana e de seda especial capaz de parar balas disparadas.

O pesquisador ganhou atenção mundial quando criou uma forma comercialmente viável de fibras de seda altamente resistente, usando cabras e bicho-da-seda, que tinha gene de aranha em sua composição.  A seda de aranha é cinco vezes mais forte que o aço.

Para conseguir a “pele” capaz de suportar disparos sem romper, Lewis manipulou a seda e enviou carretéis dela para a artista Jalila Essaidi, que trabalhou para integrá-la a células de pele humana. Os dois estavam intrigados com o conceito de ter a seda de aranha como armadura humana e foram movidos pela curiosidade.

Usando uma câmera de alta velocidade, a artista mostrou uma bala de calibre 22 disparada a uma velocidade reduzida, perfurando a “pele” tecida com seda normal de bicho-da-seda. Mas quando foi feito um disparo em uma pele com a seda geneticamente modificada, a bala entrou no material sem romper.

Estaríamos protegidos de balas?

Lewis minimizou as possíveis aplicações à prova de balas de sua pesquisa. O pesquisador não descarta a possibilidade de usar o material como proteção contra tiros, mas não vê isso com uma grande aplicação no momento. 

Segundo ele, coletes à prova de balas já existem, mas ser capaz de cultivar células  e utilizar o material para substituir grandes quantidades de pele humana pode ser mais significativo. Os cirurgiões poderiam cobrir grandes feridas, ou tratar pessoas com queimaduras graves.

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