O cientista chinês Qifeng Chen, da Universidade de Stanford e da Intel, adicionou 3 mil imagens sintéticas de ruas alemãs à inteligência artificial criada por ele para obter imagens bem mais realistas como resultado final. A tecnologia funciona com uma leve ajuda humana, mas o trabalho executado por ela destaca um avanço na capacidade de criar mundos ficcionais.

Isso porque a intervenção humana aqui servia apenas para indicar que tipo de objeto deveria ser adicionado a um determinado espaço — um carro aqui, uma árvore acolá e por aí vai. A escolha final para a composição da peça ficava por conta da IA, que conseguiu montar um cenário realista levemente borrado, mas perfeitamente identificável.

O mais impressionante aqui é que a inteligência não apenas copia cenários vistos nas fotos que serviram de “memórias” para ela. Os cenários propostos pelo cientistas não se repetem, então, quando ele executa um comando de que tal objeto deveria ocupar tal posição, a tecnologia “se lembra” de como é um carro ou um prédio para reproduzir algo semelhante, e a partir do zero, naquele espaço.

Avanço

Fica claro que a tecnologia demanda alguns ajustes a fim de, por exemplo, criar itens em computação gráfica com base nesse tipo de comando genérico (adicionar um carro, adicionar um prédio, adicionar uma calçada etc.). Mas as imagens geradas pela IA poderiam muito bem se passar por fotos de verdade modificadas por algum filtro, pois, mesmo borradas, elas exibem um alto nível de detalhamento, com sombras, perspectiva e tudo mais.

Em suma, a tarefa aqui é executada de forma bastante qualificada e não fica difícil imaginar como isso seria útil na criação de diferentes universos dentro de um amplo jogo de mundo aberto, por exemplo. “Usar a aprendizagem profunda para renderizar jogos eletrônicos pode ser o futuro”, aponta Chen em entrevista à New Scientist.

A Intel vai apresentar a tecnologia durante a International Conference on Computer Vision, que acontece em Veneza, na Itália, durante o mês de outubro deste ano.

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