O foguete, que vem sendo desenvolvido desde os anos 1950 pela NASA, é capaz de realizar uma viagem, que normalmente duraria de oito a nove meses, em apenas três ou quatro meses com um propulsor químico

Um dos grandes desafios do ser humano neste começo de século XXI é ampliar a conquista e a exploração do Sistema Solar. Já pisamos na Lua há muito tempo e enviamos diversos tipos de espaçonaves para bem longe, inclusive para explorar o solo e a atmosfera marcianos. No entanto, caminhar no Planeta Vermelho é um passo além.

Para conseguir conquistar essa façanha, a NASA vai voltar a estudar o uso de propulsores nucleares no lugar dos tradicionais foguetes químicos, visto que esse tipo de transporte demanda uma quantidade enorme de combustível para movimentar as espaçonaves para fora da atmosfera terrestre.

O foguete, que vem sendo desenvolvido desde os anos 1950 pela NASA, é capaz de realizar uma viagem, que normalmente duraria de oito a nove meses, em apenas três ou quatro meses com um propulsor químico, tendo o dobro da eficiência. Porém, o lado negativo é o uso de materiais radioativos, como o urânio enriquecido, e as temperaturas de até 2,7 mil graus Celsius que aqueceriam o hidrogênio líquido ao ponto de rele ser expelido do foguete para impulsionar a nave.

Mais poder

Em termos de força, os motores nucleares também são muito mais capazes do que os propulsores usados normalmente hoje em dia, como o Falcon 9 da SpaceX. Isso cortaria muito os custos de uma viagem na qual seria necessário levar muitos equipamentos para o bem-estar dos astronautas no Planeta Vermelho. Já chegaram, inclusive, a cogitar fazer duas viagens para levar passageiros e carga separadamente, mas isso seria financeiramente inviável. Um foguete nuclear faria tudo mais rápido e em uma viagem só.

Caso a NASA decida realmente realizar testes com esse tipo de propulsor, tudo vai acontecer em uma época propícia, quando é mais seguro usar elementos radioativos. A empresa BWXT vem trabalhando com urânio fracamente enriquecido, que é capaz de fornecer a energia necessária para os foguetes, mas que não pode ser usado como arma nuclear.

Caso tudo dê certo, a NASA já pode começar a produzir o material necessário para essas viagens de maneira mais segura já no ano que vem, adiantando os planos de colocar – finalmente – o ser humano para andar em Marte.

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