Desde 2011, os consumidores já contam com uma alternativa quando se trata de computadores portáteis de baixo custo. Os chromebooks, dispositivos equipados com o sistema operacional da Google, vêm ganhando cada vez mais espaço a cada ano, passando de 1,9% de representatividade no mercado de PCs em 2014 para 2,8% em 2015 – um aumento significativo de 47%.

Isso fez com que grandes empresas, como a HP e Dell, resolvessem começar a abrir mão de suas linhas de notebooks que custavam até US$ 300 (aproximadamente R$ 1,2 mil), deixando outras poucas representantes para disputar a fatia com o chromebook. A perspectiva, no entanto, é de que elas também optem por sair.

Essa, porém, pode ser a manobra mais inteligente diante de um competidor tão forte. A ideia é reforçada porque a experiência dos computadores portáteis baratos equipados com o Windows não consegue ser tão objetiva e eficiente quanto a que é oferecida pelos chromebooks.

Sendo direto ao ponto e fazendo isso muito bem

Muitos equipamentos baratos vêm acompanhados de problemas recorrentes na parte de hardware: um teclado ruim, um monitor de baixa qualidade ou um trackpad impreciso. Na parte de software, que você espera que te salve um pouco da dor de cabeça, são inúmeros bloatwares, aplicativos e programas que, na maior parte das vezes, não são úteis para o usuário.

Bloatwares são pragas presentes em alternativas mais econômicas de notebooks

Isso porque o mercado para equipamentos de baixo custo não depende diretamente da qualidade do produto, mas do alto volume de vendas envolvido. Acrescente a isso o fato de que, de alguma forma, as empresas parecem não querer que uma experiência mais "barata" seja mais simples e objetiva.

É nisso que os chromebooks se saem muito bem: eles não foram adaptados para serem baratos – eles foram FEITOS para isso. É por esse motivo que a saída de grandes players pode não ser uma coisa inteiramente ruim, já que a Microsoft – em parceria com as montadoras de notebooks – poderá manter o foco na melhoria da experiência de sua plataforma.

Perder para ganhar

O crescimento dos chromebooks reforça a ideia de que a prioridade deve ser criar bons produtos, com uma experiência agradável, mesmo que isso custe um pouco mais. É claro que sair do segmento de baixo custo pode impactar no número de equipamentos com Windows sendo vendidos, mas talvez esse seja um sacrifício necessário para que as empresas possam colher os frutos depois.

Tornando o sistema operacional mais atraente e oferecendo pacotes de hardware levemente superiores a um preço mais competitivo pode fazer com que a compra de um notebook seja um próximo passo natural para quem tem um chromebook hoje. De vez em quando, é necessário perder agora para ganhar depois, certo?

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