Aproveitando o embalo da CES 2017, a AMD apresentou, hoje, as primeiras informações sobre sua nova arquitetura para chips gráficos: Vega. Desenvolvida ao longo dos últimos cinco anos, a arquitetura Vega garante novas possibilidades para jogos, design e machine intelligence.

Com um trabalho excepcional no desenvolvimento desta arquitetura, a Radeon conseguiu projetar tecnologias inovadoras que servirão tanto para gaming quanto para profissionais das mais diversas áreas. Em demonstração prática, no vídeo acima, a AMD provou que a Vega é capaz de rodar o jogo Doom na resolução 4K com todos os detalhes em nível Ultra com performance acima de 60 fps.

A fabricante nota, todavia, que além da parte de jogos, existe a necessidade de atender a um mercado que precisa de soluções para cargas de trabalho pesadas. Segundo a AMD, isso pode ser facilmente resolvido por GPUs em paralelo. Contudo, além do processamento, os dados em quantidades gigantescas exigem muito mais memória.

Novo sistema de memória

Uma das soluções da Vega é um subsistema de memória que permite ao chip gráfico endereçar conjuntos de dados espalhados em um mix de tipos de memória. Com um controlador de cache que apresenta alta largura de banda, os jogos e apps podem acessar o cache de memórias de maneira flexível e programável.

Vale ressaltar que essa mudança na memória se dá pela adesão do padrão HBM2, tecnologia de ponta que é capaz de transferir terabytes de dados por segundo. Na prática, as placas Vega podem transferir até o dobro de dados por pino em relação às placas com tecnologia HBM.

Outra característica bastante positiva desse padrão é o tamanho reduzido, que possibilita maior capacidade de transferência em um tamanho muito menor do que os chips GDDR5. De acordo com a AMD, a Vega pode trabalhar com uma variedade de tipos de memória, que alcançam até 512 TB de VAS (espaço de endereçamento virtual).

Melhorias no processamento

Além da parte de memória, as placas Vega terão pipeline de geometria de nova geração. Com esta novidade, a Vega pode entregar mais de 200% da taxa de transferência por clock se comparada com Radeons anteriores. Ela ainda possui distribuidor de cargas de trabalho inteligente para acelerar o processamento.

No centro da Vega está um novo motor computacional, o qual é construído com unidades flexíveis que podem processar operações 8-bit, 16-bit, 32-bit ou 64-bit em cada ciclo do clock. Esses componentes são otimizados para atingir frequências mais altas e dar suporte para diferentes tipos de dados.

Com a arquitetura Vega, você poderá ter o poder do cérebro humano na sua mão

Para finalizar, a AMD revelou que há um novo motor de pixel, desenhado para melhorar performance e eficiência energética. O Draw Stream Binning Rasterizer permite uso aprimorado de cache e seleção rápida de pixels em uma cena final. O motor de pixel da Vega trabalha em conjunto com o cache L2.

É claro que tudo isso pode parecer grego para muitas pessoas, mas é preciso salientar que cada aspecto citado deve trazer ainda mais inovação e performance para o jogador — bem como para profissionais e outros usuários.

Por ora, infelizmente, não há especificações dos produtos. As placas de vídeo com arquitetura Vega são esperadas para o primeiro semestre de 2017.

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