Por meio de sua plataforma Mindstorms, já faz tempo que a LEGO permite a criação de robôs customizáveis e ferramentas bastante interessantes, mas exige conhecimentos que dificilmente uma criança pequena teria. Na outra ponta do espectro, o sistema WeDo da empresa dos bloquinhos de montar também já permite que os pequeninos aprendam programação básica. Agora, a companhia aproveitou a CES 2017 para anunciar uma novidade que une esses dois tipos de produtos.

O LEGO Boost é um conjunto de robótica e programação que foi pensado mais para fins de diversão do que educacionais, mas que ainda assim serve para estimular crianças de 7 anos ou mais a se interessarem por essas áreas de conhecimento tecnológico. No kit, é possível encontrar as peças de montar, alguns sensores, motores e um aplicativo que ensina como programas seus novos robozinhos.

O robozinho Vernie pode ser programado para fazer vários tipos de ações

O principal componente é o Move Hub, um bloco motorizado que deve ser alimentado por seis pilhas AAA e vem equipado com um sensor de inclinação. Além disso, o pacote inclui outro motor, 843 peças tradicionais de LEGO e sensores de cores e distância. No total, o conjunto possibilita a montagem de cinco criações diferentes, incluindo o complexo robô Vernie, o gato mecânico Frankie, a Guitarra 4000, o pequeno veículo Multi-tool Rover 4 e a Autobuilder, que é uma espécie de impressora 3D que usa os bloquinhos de brinquedo para produzir criações pequenas.

Brincando e aprendendo

As instruções para montar cada um desses robozinhos e o passo a passo para programar suas ações estão no app do Boost, que tem versões para Android e iOS. A interface de construção de código consiste basicamente de módulos que devem ser arrastados para as posições certas, tudo com base em um sistema de indicações por meio de cores e ícones – de forma que mesmo crianças que ainda não foram alfabetizadas podem entrar na brincadeira.

É possível programar Vernie, por exemplo, para dançar ou atirar usando uma pequena arma de LEGO – construída com as peças do kit – toda vez que ouvir palmas. Toda a construção dos códigos é feita por meio de atividades que funcionam mais como jogos do que como aulas. Por fim, uma função mais aberta do app permite criar a estrutura básica de um veículo, um animal de quatro patas ou uma construção, usando esses fundamentos para fazer as próprias obras.

“Nós sabemos que as crianças sonham com dar vida às suas criações de LEGO. Nossa maior ambição para o Boost é realizar esse desejo”, disse Simon Kent, o designer-chefe do produto. O pacote completo do LEGO Boost tem seu lançamento previsto para a segunda metade de 2017 e deverá custar US$ 160 (cerca de R$ 514,40, em conversão direta). E aí, o que achou do brinquedo? Deixe sua opinião nos comentários.

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