Se depender dos numerosos lançamentos das fabricantes, de disputas acirradas entre sistemas concorrentes e da grana movimentada por essa indústria, os smartphones vieram para ficar – e por um bom tempo. No entanto, segundo uma pesquisa encomendada pela Ericsson, essa percepção pode estar “levemente” equivocada. Se levarmos em consideração o estudo, as chances são de que os dias dos celulares estão contados: na teoria, esses aparelhos devem morrer de vez nos próximos cinco anos.

O levantamento feito pela empresa sueca ouviu cerca de 100 mil pessoas, tanto em seu país de origem com em 39 outras localidades, e chegou à conclusão de que o fenômeno dos telefones inteligentes pode estar prestes a seguir ladeira abaixo. De acordo com a documentação, o público acredita que, em pouquíssimo tempo, estaremos falando com assistentes pessoais com uma inteligência artificial bastante desenvolvida, e não mais olhando a tela dos equipamentos tradicionais de hoje em dia.

Se formos parar para avaliar o resultado da pesquisa, esse tipo de relato até que faz bastante sentido, já que segurar um smartphone na mão para utilizar suas funções não é algo exatamente prático em muitas situações. “Quando se está dirigindo ou cozinhando, por exemplo. Além disso, há muitos momentos em que o display desses aparelhos não são úteis”, explica Rebecka Cedering Ångström, consultora sênior do Ericsson ConsumerLab.

Na verdade, diversos especialistas da área já acreditavam que relógios inteligentes, como o Apple Watch, e outras opções de vestíveis poderiam, eventualmente, substituir o costume de ficar ligado aos celulares durante boa parte do dia. O problema é que ninguém poderia imaginar que a vontade de migrar da plataforma corrente seria tão alta e tão iminente. “As coisas acontecem tão rápido, desde o surgimento da ideia até a chegada ao mercado, que nós ainda nem estudamos a tecnologia, mas é isso o que os consumidores querem”, diz Rebecka.

O problema mais evidente de uma transição tão rápida é a brusca mudança nos custos de produção e, provavelmente, no valor que o público vai ter que desembolsar pelos novos equipamentos. Como cinco anos é um tempo relativamente curto para que sejam alterados com eficiência todos os métodos de produção – já bem-estabelecidos para os celulares –, as chances são de que a mudança para gadgets de IA venha a um alto custo. E você, está pronto para abandonar os dispositivos mobile e abraçar versões futuristas das assistentes pessoais?

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