Ter um smartphone top de linha é um desejo de consumo de muita gente; porém, para quem mora em cidades com muitos registros de assaltos, comprar um aparelho de muito valor pode ser um tanto arriscado.

Nesses casos, para não correr riscos, é possível contratar uma seguradora para proteger o seu investimento, caso você venha a ser assaltado ou perca de alguma forma seu celular.

Avaliação de valores

Antes de qualquer coisa, você precisa ter em mente que a maioria das seguradoras faz apólices em que o segurado é ressarcido em apenas 75% do valor especificado em nota fiscal.

Isso normalmente acontece porque entende-se que o dispositivo perde mais ou menos 25% do valor com um ano de uso, prazo de contrato básico das seguradoras. Assim, se você acha que 75% do valor do seu aparelho é uma quantia difícil de repor, pode ser interessante fazer um contrato como esses.

Avalie ainda o preço total do seguro e compare esse valor com o do seu smartphone. Se ele for muito alto, talvez seja interessante procurar outras empresas para comparar as condições.

Cobertura

Os planos mais básicos das seguradoras, aqueles mais baratos, normalmente cobrem poucas situações em que você poderia perder seu dispositivo. Contudo, é necessário avaliar bem as cláusulas do contrato que se referem às situações em que você poderá receber o dinheiro do seu seguro. De qualquer forma, o furto ou roubo qualificado quase sempre estão inclusos, já que são o maior temor de quem compra um aparelho caro.

É importante também entender que a maioria das apólices de seguro não cobre a perda de aparelhos, como quando se esquece o dispositivo em algum lugar, deixa-o cair em um local inacessível e coisas do tipo. Note também que, se seu celular for roubado dentro de um carro sem que você esteja nele, essa também é uma situação complicada. Boa parte das apólices não cobre essa situação pelo fato de seguros para carros normalmente serem responsabilizados por roubos assim.

Como acionar a seguradora

Quando você tem o smartphone roubado, a primeira atitude a ser tomada é ligar para a operadora e fazer o bloqueio da linha. Aproveite também para perguntar os procedimentos do bloqueio de IMEI, aquele código único dos dispositivos que os deixa completamente desligados da rede celular.

Feito isso, você deve procurar a Polícia Civil do seu estado para realizar o registro do Boletim de Ocorrência. Em algumas localidades, é possível fazer isso pela internet, mas. quando há abordagem violenta, você deve seguir para uma delegacia física. Cidades grandes também costumam ter delegacias especializadas em furtos e roubos. Nesses casos, esses locais devem ser procurados.

Com o B.O nas mãos, você entra em contato com a seguradora. Você vai precisar de uma cópia do RG, do CPF e do comprovante de residência, além de cópias autenticadas do B.O e da nota fiscal do aparelho roubado. Em alguns dias, você deve poder comprar outro aparelho.

Sempre bloqueie o IMEI

Depois de tudo disso, lembre-se de ligar novamente para a operadora de celular e fazer o bloqueio de IMEI. Se você faz isso com agilidade, o ladrão não poderá vender seu smartphone, já que ele não servirá para fazer ligações, acessar internet ou mandar SMS. Contudo, seus dados ainda permanecerão nele. Se o sistema operacional do seu celular tem algum dispositivo que permite limpar a memória, não deixe de usá-lo.

As informações gerais sobre as apólices de seguro foram passadas ao TecMundo pelo Grupo BB e Mapfre.

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