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Se você já teve um smartphone roubado ou extraviado sabe a frustração de perder um bem de alto valor em poucos segundos. Geralmente, para substituir o gadget, você vai precisar de mais alguns meses de trabalho – ou, ao menos, quebrar o cofrinho antes da hora.

Mas já existem soluções mais simples para quem gosta de ser precavido. Os seguros para celulares já estão se popularizando no Brasil, o que pode garantir que você se estresse um pouco menos após um roubo ou furto.

Segundo informações da TIM, a procura por serviços de seguro contra furto e roubo de aparelhos aumentou 500% no primeiro trimestre em comparação ao primeiro período do ano passado.

Mas será que vale a pena contratar esse tipo de serviço? Será que as seguradoras realmente entregam tudo o que prometem? Nós fomos atrás das informações que você precisa para fazer o seu seguro e decidir se vale a pena ou não fazer a aquisição da apólice.

Como funciona?

Cada seguradora funciona de uma forma diferente e os valores e coberturas mudam conforme a empresa que faz a apólice, o modelo e o valor do smartphone. No entanto, de uma maneira geral, o seguro de smartphones é semelhante a qualquer outro seguro.

Em média, a taxa anual do serviço contratado por intermédio das operadoras varia entre 10% e 15% do valor do aparelho – para contrato com seguradoras, esse valor pode chegar a 30% do valor da nota fiscal.

Além disso, é preciso ter em mente que, em caso de sinistro, é necessário pagar também o valor da franquia, que pode ser estabelecido em contrato em valores que ficam entre 10% e 20% do preço de um gadget novo.

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Além disso, você pode contar com os serviços diferenciados, como é o caso da Pitzi, que se compromete a trocar aparelhos ou efetuar reparos apenas em casos de acidentes ou defeitos – caso ele caia na água, tenha a tela quebrada ou qualquer defeito de fabricação, por exemplo. Por isso, é bom ficar de olho no contrato antes de concordar com os termos para saber o que o seu plano está cobrindo.

Em outros casos, acidentes com o aparelho não fazem parte do contrato e nem mesmo furtos simples, como casos de esquecimento ou ocasiões que podem ser consideradas como um descuido do cliente.

Procure referências e escolha bem a sua seguradora

Você pode escolher a seguradora de sua confiança ou procurar pelo serviço com a sua operadora de telefonia. Grande parte das empresas de telefonia móvel oferece a intermediação do serviço, que, geralmente, tem um valor muito mais acessível do que as grandes seguradoras.

A publicitária Sophia Montenegro teve seu smartphone furtado quando estava parada em um congestionamento na região do Jardins, em São Paulo. “Durou menos de um segundo. Um motoqueiro passou próximo ao carro e arrancou o celular da minha mão, não deu tempo de pensar em nada”.

Para ela, a salvação foi o seguro, feito um dia antes do ocorrido. “Eu tive muita sorte. Assinei a apólice no dia 20 e no dia 21 aconteceu o furto.” Segundo Montenegro, os serviços prestados pela Porto Seguro foram impecáveis.

“O pagamento levou menos de duas semanas. Eu enviei todos os documentos necessários e em poucos dias um perito da seguradora veio pegar meu depoimento e das testemunhas que estavam no local. O reembolso foi feito logo em seguida”.

Já o apresentador Gabriel Soto Bello não teve a mesma sorte. Ao ter seu celular roubado, ele recorreu à seguradora que contratou por intermédio de sua operadora de telefonia móvel; no entanto, seu pedido de reembolso foi negado por um erro operacional entre as duas empresas.

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“O seguro era cobrado mensalmente na conta do telefone. No entanto, enquanto o seguro vencia no dia 5 de cada mês, a fatura só era liberada para mim após o dia 10. Quando o celular foi roubado, a seguradora alegou que o pagamento estava atrasado e, por isso, eu não poderia ser reembolsado. Vou abrir um recurso contra a empresa.”

Uma boa alternativa para não cair em uma dupla roubada é consultar amigos que já tenham contratado serviços semelhantes. Assim, você pode ter boas referências de seguradoras que cumprem o prometido.

Vale a pena?

A resposta pode parecer vaga, mas a verdade é que a contratação do seguro depende muito de pessoa para pessoa. Se você não quer ter nenhuma surpresa desagradável e prefere escolher uma seguradora sem intermédio de operadoras, com pacotes mais caros, é muito provável que valha mais a pena guardar esse dinheiro na poupança para ajudar na compra de um aparelho novo em caso de roubo.

Se você tem fácil acesso à compra de aparelhos no exterior, guardar o valor do seguro pode ser uma opção ainda melhor: mesmo que você não seja roubado, a grana no cofrinho vai garantir a troca do aparelho em breve.

Agora, se você não pode gastar tudo isso no seguro e costuma usar seu telefone em lugares com histórico de roubos, uma boa alternativa é contar com coberturas mais baratas. Assim, as chances de sair no prejuízo são muito menores.

Mas uma dica é válida para qualquer situação: pesquise muito, conheça as opções oferecidas por cada empresa e veja se elas condizem com a sua realidade financeira e, principalmente, se elas correspondem às suas expectativas.

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