(Fonte da imagem: Reprodução/bComputing)

Cada vez mais acessíveis, os smartphones já passaram a ser a peça central da vida de muitas pessoas. Afinal, não só eles possibilitam a realização de ligações, como garantem uma conexão constante a tudo o que acontece na internet — redes sociais, emails e páginas da web são somente alguns dos conteúdos que podem ser acessados a partir da palma de sua mão.

Assim, não é de se admirar que muitos considerem um verdadeiro desastre quando um dispositivo do tipo quebra. Telas rachadas, baterias que perderam o desempenho e travamentos de software são somente alguns dos problemas que podem inutilizar um aparelho do tipo.

O Tecmundo foi às ruas para conferir quanto as assistências técnicas brasileiras estão cobrando para dar uma nova vida a seu smartphone. Durante nossa pesquisa, levamos em consideração todos os modelos disponíveis no mercado, sem deixar de lado nenhum sistema operacional — Android, BlackBerry, iOS e até mesmo Symbian foram levados em consideração. Vale notar que os valores contidos na matéria se baseiam nos preços praticados na cidade de Curitiba.

Custo variável

Assim como o mercado está recheado de aparelhos com preços variados, o valor que você vai ter que pagar para recuperar seu smartphone depende de suas características. Em geral, quanto mais simples e antigo o aparelho, menor vai ser o investimento necessário para fazê-lo voltar a funcionar corretamente.

Celulares convencionais (também chamados de “dumbfones”) geralmente não resultam em muitos gastos na hora de fazer um reparo. Uma substituição de tela, por exemplo, custa aproximadamente R$ 50 quando o aparelho avariado possui um hardware mais simples, valor semelhante àquele cobrado por uma bateria nova.

(Fonte da imagem: Reprodução/Samsung Tomorrow)

Já quem optou pela compra de modelos mais potentes, como o Galaxy S3 ou o Motorola Razr HD, vai ter que investir um valor substancialmente maior para recuperar seus dispositivos. Enquanto a bateria de um gadget do tipo costuma custar entre R$ 50 e R$ 200 para o cliente, a substituição do display gira em torno de R$ 850 a R$ 900 — valor que pode ser ainda maior dependendo da empresa consultada.

A disparidade nos preços cobrados se deve a diversos fatores, incluindo a resolução das telas utilizadas (quanto maior, mais cara a peça de reposição) e as tecnologias empregadas em cada produto. Também é preciso levar em consideração o fator “novidade”, responsável por inflacionar o preço de produtos populares como o iPhone e o Galaxy Nexus.

(Fonte da imagem: Divulgação/Nokia)

Devido à grande variedade de modelos de smartphones disponíveis no mercado, é difícil trabalhar com valores fixos quando se fala no conserto desses produtos. Como afirmou uma funcionária de uma das assistências técnicas consultadas, “cada caso é único” — porém, em um ponto todas as empresas concordam: quanto mais caro o produto e a complexidade do problema, maiores os gastos para resolver a situação.

O caso Apple

Um dos aparelhos que se diferencia um pouco em relação àqueles fabricados por outras empresas é o iPhone. Como a empresa tem a política de não realizar a substituição individual de peças para aparelhos danificados, muitas vezes a consulta a uma assistência autorizada resulta na substituição completa de seu aparelho.

Segundo a Omni Informática (único suporte autorizado da Apple em Curitiba), a empresa tem a política de realizar uma análise completa de todos os aparelhos danificados que chegam ao local. Caso seja comprovado que o problema relatado não é fruto do mal-uso do aparelho, o smartphone é substituído por um modelo correspondente totalmente novo — contanto que ele esteja dentro do prazo de garantia oferecido pela companhia.

(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Já os produtos que não estão mais no prazo de garantia podem participar do sistema de reposição oferecido pela Apple. Através dele, você pode trocar seu iPhone antigo por um produto novo mediante o pagamento de uma taxa inferior àquela cobrada por lojistas:

  • iPhone 3G ou 3GS — R$ 590;
  • iPhone 4 — R$ 690;
  • iPhone 4S — R$ 790;
  • iPhone 5 — R$ 980.

Vale notar que, para o produto ser considerado elegível para uma troca, é preciso que ele respeite certas regras. Danos causados por acidentes (como quedas ou batidas) fazem com que o produto não se encaixe mais no sistema. Da mesma forma, qualquer sinal de que o smartphone foi aberto ou modificado por assistências não autorizadas faz com que ele não seja aceito pela Apple.

iPhone — assistências não oficiais

Embora a Apple não faça a substituição de peças individuais, o mesmo não pode ser dito de assistências técnicas não oficiais. Diversas lojas especializadas em produtos Apple realizam ações que envolvem desde a aplicação de películas para displays até a substituição completa de peças internas.

Vale notar que, em casos do tipo, não só qualquer garantia que o aparelho tenha deixa de valer, como o valor pago pode se mostrar bastante salgado. Para substituir a tela de um iPhone 5, por exemplo, é necessário investir mais de R$ 800 no procedimento que costuma ser feito em questão de um dia.

(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Já quem possui uma versão mais antiga do produto (como os modelos 3G e 3GS) terá que pagar entre R$ 150 e R$ 200 pelo mesmo procedimento. O único valor que se mantém estável para todas as versões do dispositivo é a substituição da bateria, que em média custa R$ 150 para ser realizada.

A principal vantagem das assistências não autorizadas em relação ao sistema adotado pela Apple é o fato de elas serem capazes de lidar com os danos provocados por mal-uso. Porém, caso seu aparelho não se encaixe nessa categoria, vale a pena recorrer ao sistema oficial da empresa, que garante aos consumidores produtos que nunca foram usados contemplados por uma garantia de 12 meses.

Faça você mesmo

Outra opção que surge na hora de reparar um smartphone é recorrer ao esquema “faça você mesmo”, que consiste em adquirir peças de reposição e instalá-las sozinho. Porém, essa alternativa se mostra restrita tanto pela exigência de certos conhecimentos técnicos quanto pelo fato de que nem sempre é possível adquirir facilmente o componente desejado.

Caso você esteja interessado em adotar essa solução, vale a pena conferir sites como o DealExtreme, que dispõe de várias peças de reposição para aparelhos conhecidos. Nesse caso, o destaque são as baterias, que costumam custar entre US$ 10 e US$ 15, mesmo aquelas produzidas para aparelhos mais caros.

(Fonte da imagem: Reprodução/DealExtreme)

Já quando se trata de repor o display do aparelho, o preço pode ficar um pouco mais salgado. No caso do iPhone 4, por exemplo, é preciso gastar US$ 40 somente na tela do aparelho, preço que sobe em US$ 12 caso também seja preciso substituir seu digitador. Em contrapartida, donos do Samsung Galaxy S3 encontram displays substitutos por US$ 220, valor bastante alto em relação àquele praticado para as peças dos smartphones Apple.

Vale notar que, dependendo do aparelho que você tiver em mãos, nem sempre vai ser possível encontrar peças de reposição na internet — especialmente quando se trata de modelos mais antigos. Além disso, como os preços praticados geralmente estão em dólar, é preciso ficar atento para não fazer uma dívida grande para ressuscitar um produto cuja substituição por uma versão nova pode sair mais barata do que o reparo.

Para finalizar, é preciso ficar atento ao prazo de entrega dos serviços — no DealExtreme, encomendas do tipo podem demorar até 10 dias úteis para chegar, período que pode se estender devido a imprevistos. Reforçamos que, caso você não possua conhecimentos técnicos, tentar fazer reparos por conta própria pode danificar ainda mais seu aparelho, impedindo que até mesmo uma assistência técnica especializada consiga repará-lo.

Quando o reparo não vale a pena?

Embora virtualmente não exista um smartphone que não possa ser reparado, nem sempre vale a pena investir na reconstrução de seu aparelho. Especialmente quando a placa de circuitos principal do dispositivo é danificada, compensa mais investir em um produto totalmente novo do que tentar reviver aquele que foi quebrado.

(Fonte da imagem: Reprodução/Silicon Angle)

Isso se deve ao fato de essa peça funcionar como o “cérebro” do celular, sendo responsável por controlar todas as suas funções. Por questões logísticas, encontrar esse componente de forma individual se torna muito difícil, e geralmente isso acontece por um preço que se mostra bastante proibitivo.

Também deve ser levada em consideração a idade do aparelho que precisa de um conserto. Muitas vezes, o investimento necessário na reparação dos danos acaba sendo superior ao preço de um produto novo com características técnicas melhores — algo que se aplica principalmente aos mercados de smartphones básicos e intermediários.

Seguro: opção viável?

Oferecido por empresas como a Porto Seguro e as operadoras TIM e Vivo, o seguro de smartphones tem ganhado espaço no Brasil. Porém, é preciso notar que, nos termos atuais, nenhum desses serviços contempla danos em aparelhos.

Ao contratar um seguro para seu dispositivo, você o estará protegendo tanto contra roubos quanto contra furtos qualificados. Ou seja, a opção não contempla danos acidentais ao produto, tampouco oferece meios de você consertar gadgets defeituosos sem ter que pagar taxas adicionais.

A exceção fica por conta do Pitzi, serviço especializado em proteger smartphones de problemas resultantes de quedas, exposições a líquidos e falhas elétricas. O site trabalha com um sistema de assinaturas cujo preço iniciado em R$ 5 varia conforme o aparelho que você possui.

(Fonte da imagem: Reprodução/Pitzi)

Enquanto essa taxa básica se aplica a um dispositivo como o Samsung Galaxy Mini, donos do Motorola RAZR HD vão ter que investir R$ 15 mensais para proteger seu aparelho. Vale notar que em todos os casos é preciso pagar um valor adicional de R$ 75 caso seu smartphone precise de um conserto — taxa que é bastante módica quando comparado ao que normalmente é cobrado por uma assistência.

Para aproveitar o serviço, é necessário enviar uma foto que comprove o bom estado de seu aparelho e aguardar por uma análise da equipe Pitzi confirmando que ele pode ser protegido. Segundo a empresa, que tem sede no estado de São Paulo, é preciso enviar o dispositivo danificado até ela pelo sistema de correios para que os procedimentos necessários sejam realizados — o prazo de devolução é de 5 a 10 dias úteis, dependendo da localização do cliente.

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