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Em julho de 2011, as operadoras de telefonia móvel venderam e habilitaram cerca de 3 milhões de novas linhas. Um ano depois, o panorama não é nada animador: em julho deste ano, apenas 279,72 mil linhas foram adquiridas pelos clientes, valor que não alcançou nem 10% do desempenho registrado há um ano.

A queda altamente significativa, que configura o pior resultado do setor em pelo menos 12 anos, coincide com as medidas da Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, que proibiu novas vendas de três das principais companhias de telefonia móvel durante 11 dias em vários estados brasileiros.

Para Eduardo Tude, presidente da Teleco, companhia especializa em consultoria na área de telecomunicações, a queda era esperada pelo setor, que apresentava esse movimento desde os relatórios divulgados pela Anatel no mês de maio. Contudo, a medida da agência reguladora, que bloqueou as vendas entre 23 de julho e 3 de agosto, foi vista como crucial para “coroar” esse mau momento.

“Embora apenas uma operadora tenha sido suspensa em cada Estado, os consumidores preferiram adiar novas aquisições até que a situação fosse resolvida”, afirmou Tude à Agência Estado. “Nossa estimativa é de que a TIM, por exemplo, deixou de vender cerca de 500 mil linhas, o que é pouco no universo de 68,7 milhões de chips da companhia”, conclui.

Portabilidade: uma das razões da queda

O presidente da Teleco acredita que a diminuição das vendas não reflete, de fato, na diminuição de clientes, mas sim no desligamento de linhas antigas e na migração para outras operadoras. “As empresas não estão vendendo menos. Na realidade, são os usuários que estão migrando mais de uma operadora para outra, ao invés acumularem vários chips”, sugere Tude.

Fonte: Link | Estadão

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