O consumidor parece mesmo insatisfeito com o serviço de telefonia e banda larga 3G oferecido pelas empresas no Brasil. Em uma audiência pública realizada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, foram debatidas questões que englobam a telefonia celular e a internet móvel – e não faltaram críticas a ambas as áreas.

Sugerido por deputados federais, o evento foi transmitido pela internet e reuniu, entre outras autoridades no assunto, a advogada do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), Veridiana Alimonti, e o coordenador-geral do Procon de Pernambuco, José Cavalcanti Moreira.

Segundo o site da Câmara, utilizando dados de uma pesquisa feita em 2009, Veridiana afirmou que o serviço 3G oferecido no país teria “problemas de cobertura, de fornecimento da velocidade contratada e de fornecimento de informações completas e adequadas ao consumidor”.

Direitos feridos

Já Moreira criticou as promoções realizadas pelas operadoras, que muitas vezes oferecem uma variedade de serviços ao consumidor, porém nem sempre conseguiriam cumprir todas com qualidade. A publicidade enganosa, segundo ele, infringe o Código de Defesa do Consumidor.

O Nordeste seria a região do país mais defasada no serviço. Além disso, cerca de 30% das reclamações ao Procon seriam sobre problemas com a telefonia e a conexão em celulares e outros aparelhos portáteis.

A Câmara lembra ainda que as empresas têm um prazo de cinco dias úteis para responderem aos pedidos e reclamações feitos pelo consumidor. Caso isso seja desrespeitado, o cliente tem direito a reclamar direto na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

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