O mercado brasileiro de smartphones e celulares comuns obteve um resultado positivo inesperado, tanto por varejistas quanto pelas fabricantes. Depois de mais de um ano com quedas consecutivas, o setor vendeu 12,5 milhões de dispositivos no terceiro trimestre de 2016, uma quantia 7% maior que no mesmo período do ano passado. Os números são do IDC Brasil.

O Windows Phone não representa mais uma parcela significativa das vendas

A empresa de consultoria ainda explicou que, desses 12,5 milhões, 1,4 milhão foi de celulares comuns, sem sistema operacional avançado. Portanto, foram vendidos 11,1 milhões de smartphones no país no trimestre em questão.

95,5% deles chegaram às lojas com Android embarcado, e 4,5% com iOS. O Windows Phone ou Windows 10 Mobile não representa mais uma parcela significativa das vendas de acordo com os números do IDC.

Black Friday

Essa melhora no desempenho do setor pode ser um reflexo da Black Friday, que só vai acontecer no final de novembro, mas as varejistas já estariam montando estoque para o evento há alguns meses.

“O terceiro trimestre nos surpreendeu positivamente. Os varejistas anteciparam as compras e abasteceram os estoques para a Black Friday, enquanto as fabricantes enxugaram os portfólios de modo a atender a demanda com preços mais competitivos. Nem mesmo fabricantes e varejistas esperavam um crescimento nesta velocidade. Podemos dizer que a Black Friday se tornou a data mais importante do calendário para o mercado de celulares”, declarou Diego Silva, analista de pesquisa do IDC Brasil.

Até mil reais

Em termos de receita, o terceiro trimestre gerou R$ 10,7 bilhões para o mercado de celulares e smartphones no país. 76% dos dispositivos vendidos estão na faixa que vai até R$ 999, mas parece que os aparelhos premium também estão vendendo bem.

O brasileiro deixou de ser ingênuo na hora de comprar um celular

Os números comprovam que o brasileiro deixou de ser ingênuo na hora de comprar um celular e que as fabricantes estão fazendo um esforço grande para oferecer robustez e preços menores. Os aparelhos que custam até R$ 999 representam 76,1% do mercado total. Porém, notamos um movimento bastante rápido na demanda de modelos premium, por isso, a concorrência dos aparelhos com preço acima de R$ 3 mil está bastante acirrada”, completou Silva.

A expectativa ainda é de queda para os números consolidados de 2016 inteiro em comparação com 2015, mas a consultoria admitiu que os dados do terceiro trimestre a fizeram rever a previsão do ano, que não deve ser tão ruim quanto o esperado inicialmente.

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