Todo ano, a galera da Campus Party Brasil se esforça para diversificar sua programação e trazer novidades para um público com interesses cada vez mais abrangentes. Em 2016, na nona edição do evento por aqui, a coisa não podia ser diferente, com o encontro geek oferecendo dezenas e mais dezenas de atividades para os milhares de campuseiros. Algumas coisas, porém, não mudam – e isso é ótimo! É o caso dos casemods, que ano após ano continuam marcando presença em obras que chamam atenção dos visitantes e rendem fotos de babar – como nas galerias mais abaixo.

Se em 2015 os aficionados pela prática de modificar e construir os gabinetes de computador já deixaram o pessoal de queixo caído com seus projetos, na #CPBR9 (como é apelidada gentilmente a feira) o hobby mostra que tem espaço mais do que garantido dentro do Pavilhão de Exposições do Anhembi –mantendo a alta qualidade e angariando uma nova leva de adeptos. Enquanto alguns dos modders vieram preparados para disputar o campeonato anual do segmento no evento, outros preferem fazer algumas alterações leves para deixar o PC estiloso.

Aqui, é papo sério

Basta dar uma volta rápida pelo local para encontrar facilmente o cantinho onde o pessoal que leva a brincadeira mais a sério se reúne. Agrupados em um único lugar e ocupando toda uma das mesas disponíveis para o público – cada uma delas com espaço para mais de dez campuseiros –, o pessoal que veio para tentar levar os trofeus deste ano não economizou na criatividade. Divididos nas categorias  Iniciante, Avançado e Scratch Building (montado do zero), cada artesão utilizou uma tema que fosse do seu agrado e refletisse os próprios gostos para tocar seus projetos.

Omar Majzoub, ex-campeão e atual membro do corpo de jurados do torneio de casemod, explicou como as obras são julgadas. Não basta apenas ter um hardware de ponta ou uma embalagem exterior visualmente bonita, é preciso harmonizar uma boa ideia a um conjunto de design criativo e funcional – com o peso de cada quesito variando conforme o nível do participante, claro. São levados em consideração itens como organização dos cabos, qualidade da pintura, uso de iluminação e até eficiência do sistema e posição das ventoinhas – responsáveis por estabilizar a temperatura do kit.

O modder veterano comentou ainda que esse cenário nasceu de uma necessidade de manter as peças refrigeradas e com uma boa circulação de ar e que, pouco a pouco, foi agregando valores estéticos e uma pegada mais artística. Ele mesmo fez questão de trazer um de seus melhores trabalhos para esta edição da Campus Party: um casemod com tema de “O Poderoso Chefão”, que demorou nove meses para ser construído e rendeu o prêmio de campeão em 2012. Felizmente, os “vizinhos” de bancada do organizador não se intimidaram e mostraram o alto nível da comunidade.

A lista de inspirações é grande, como o caso de um gabinete totalmente dedicado à carismática Hello Kitty, montado pela cosplayer profissional Jaqueline Abrão – se aventurando pela primeira vez no segmento –, e a criação orgânica e muito vistosa de Maciel Barreto, que usou sua experiência e dois longos meses para produzir uma peça exclusiva para a CPBR. Nas proximidades, outros destaques incluiram um robô Gundam de cerca de dois metros de altura – e pelo menos o triplo disso de envergadura de asa –, um Homem de Ferro em escala real e uma série de cases baseados em ícones da cultura pop.

Sem preocupações

Espalhados pelo pavilhão, outros campuseiros simplesmente resolveram se tornar ponto de referência entre seus pares e trouxeram seus PCs nas mais variada formas e tamanhos. Alguns encontraram nas janelas de acrílico e nas luzes LED uma forma de dar um boost no design do equipamento, ao tempo que outros apostaram em torres enormes, cores fortes ou modelos completamente inusitados para se diferenciar dos outros. Fora da competição, os campuseiros puderam mostrar seu amor pela Mulher Maravilha ou até pelo bacon, sem medo de julgamentos.

E aí, já pensou em aderir à prática do casemod? Comente no Fórum do TecMundo!

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