A Jaguar anunciou nesta semana que está trabalhando em quatro projetos distintos que poderiam tornar a experiência de dirigir seus carros mais segura. O mais notável desses projetos seria um sistema de leitura de ondas cerebrais do motorista, capaz de identificar se ele estaria ou não prestando atenção no que se passa na estrada.

Essa novidade em especial já é utilizada pela NASA para medir o nível de atenção dos seus pilotos durante simulações e voos de verdade. Contudo, a Jaguar espera embutir essa tecnologia com um sensor diminuto diretamente no volante de seus carros, o que eliminaria a necessidade de usar qualquer coisa diretamente na cabeça.

O monitoramento de atenção do motorista seria especialmente útil para carros autônomos, que se dirigem sozinhos. Em momentos críticos, o carro poderia precisar passar o controle para o humano ocupante, e, nessa situação, seria importante saber se a pessoa estaria ou não pronta para assumir.

O segundo projeto que poderia integrar carros autônomos seria um em que se desenvolve uma forma de avaliar as condições físicas e emocionais do motorista. Sensores embutidos no banco conseguiriam interpretar os movimentos de respiração e de batimentos cardíacos da pessoa e determinar se ela estaria em condições de dirigir ou não.

Para um futuro mais próximo

Fora esses dois projetos, a marca comentou sobre outros dois que parecem mais simples e mais palpáveis. Um deles tenta criar um pedal acelerador com retorno háptico, que conseguiria pulsar ou vibrar com a intenção de alertar o motorista em algumas situações. Por exemplo, se ele estiver ultrapassando o limite de velocidade da via ou prestes a se chocar contra outro veículo.

Outra novidade que tornaria a experiência de dirigir um pouco mais prática é o projeto que está elaborando um sistema de câmeras para o interior do carro. Com isso, o veículo conseguiria observar os movimentos de mão do motorista e entender as intenções dele antes mesmo de a ação ser completada.

Por exemplo, se a pessoa começasse a se movimentar para ligar o limpador de para-brisa, por exemplo, as câmeras notariam essa inclinação, e o sistema ligaria o limpador antes da pessoa tocar no botão físico. Em testes preliminares dessa tecnologia, a jaguar disse ter conseguido melhorar em 22% o tempo de ativação de funções como essa.

Por enquanto, entretanto, nenhum desses projetos parece desenvolvido o suficiente para chegar a unidades comerciais da Jaguar ou da Land Rover, outra marca do mesmo grupo. Por isso, ainda não há previsões concretas de lançamento.