O governo britânico divulgou recentemente um projeto que envolve colocar carros autônomos — sem a necessidade de um motorista — nas ruas de três cidades do Reino Unido até o início do ano que vem. Determinado em cumprir o prazo, o Departamento de Transporte do estado direcionou uma verba equivalente a mais de R$ 37 milhões.

As três cidades a serem selecionadas terão em suas ruas dois tipos de veículos autômatos. Enquanto aqueles completamente autônomos devem rodar sem um motorista no interior (a visão deve ser perturbadora no início), há outros que, embora igualmente independentes, podem ceder o controle a um motorista humano a qualquer momento.

Naturalmente, a inclusão de semelhante tecnologia deve trazer consigo também adições e revisões das leis de trânsito do Reino Unido — algo que, segundo o governo, já vem sendo feito. “O anúncio de hoje tem como meta colocar os carros sem motorista nas ruas em menos de seis meses, o que nos colocará na dianteira desta tecnologia transformadora, abrindo novas oportunidades para a nossa economia e para a nossa sociedade”, disse o secretário de negócios do Reino Unido, Vince Cable.

Pioneirismo da Google

A possibilidade de carros inteiramente autônomos já não é conteúdo exclusivo de ficção científica há um bom tempo. Entretanto, a ideia começou mesmo a ganhar fôlego há alguns anos, após o investimento pesado da Google na área — empresa que foi seguida por montadoras como a Audi, MIRA e a Volvo.

Nos EUA, por exemplo, carros independentes são permitidos em algumas rodovias desde 2011 — embora seja obrigatória a presença de um motorista devidamente documentado.