Embora a Google trabalhe há certo tempo com a ideia de carros capazes de se locomover de um canto a outro de forma autônoma, as tecnologias apresentadas até o momento se baseavam em modificações de ideias já consagradas — pelo menos até agora. Na última terça-feira (27), a empresa divulgou atrás de seu blog oficial um novo veículo que abandona totalmente qualquer forma de volante em seu design.

Outro fator que diferencia o automóvel produzido pela companhia é o fato de ele não contar com sistemas convencionais de aceleradores e freios. Segundo o cofundador da organização, Sergey Brin, essas mudanças trazem alguns benefícios de segurança, já que o carro em questão pode adotar sensores de segurança em locais normalmente inacessíveis em veículos convencionais.

A nova versão da iniciativa da Google também apresenta um sistema de direção assistida e freios eficientes, além de um grande botão “Pare” que dá aos usuários controle sobre o transporte quando ele se comporta de maneira inesperada. “Foi inspirador trabalhar com uma folha branca de papel e se perguntar ‘O que devemos fazer de diferente em relação a esse tipo de veículo?’”, afirma Chris Urmson, diretor do projeto.

Como um passeio da Disney

Segundo a editora da Re/code, Kara Swisher, a experiência de andar no novo carro elétrico é semelhante àquela que se tem ao participar de um passeio da Disney — algo que faz sentido quando levamos em consideração que a velocidade máxima atingida pelo automóvel é de 40 quilômetros por hora. Sergey Brin afirma que, assim que os sistemas de segurança desenvolvidos pela Google forem devidamente testados, o veículo deve ser capaz de se locomover a até 160 km/h.

Apesar de Brin não ousar oferecer uma data certa para a novidade tomar as ruas, o executivo afirma que em breve devem ser iniciados os primeiros testes com pessoas comuns. “Dentro de alguns anos, vamos tê-los na estrada — se atingirmos os objetivos de segurança que estabelecemos, que tem como intuito agir de maneira significativamente mais precisa que um motorista humano”, afirma.