Calma. Provavelmente ainda vai demorar um pouco até que pessoas cegas possam dirigir sem supervisão. Mas o sonho com certeza está mais próximo com o desenvolvimento do Ford Escape, sob o controle da Universidade Estadual Virginia Tech.

A ideia é fabricar um carro que possa ser conduzido por deficientes visuais, e não um simples robô que leva a pessoa para onde ela quer. Para isso, espera-se instalar sensores que façam uma leitura do ambiente e transmitam essas informações para o motorista.

O projeto é uma iniciativa da NFB (National Federation of the Blind) – organização norte-americana reconhecida por seus esforços em tornar a vida dos deficientes visuais mais confortável e sem restrições – e da Virginia Tech.

Do concurso ao projeto

Tudo começou em 2007, quando a Universidade aceitou o desafio da NFB de produzir um carro que pudesse ser conduzido por pessoas cegas, após conseguir o terceiro lugar no concurso DARPA Grand Chalenge, que premia projetos de carros que se dirigem sem ajuda de humanos.

Garota testando o protótipo do Ford Escape.

Fonte: NFB.org

O resultado final da colaboração será exibido durante a abertura da exposição Rolex 24, em 14 de janeiro de 2011, no Daytona International Speedway (Autódromo Internacional de Daytona), um dos autódromos mais famosos do mundo e palco de grandes corridas de Fórmula Indy.

Em 2009 foi apresentado o primeiro protótipo do Ford Escape. Os testes obtiveram grande sucesso, o que deixou os desenvolvedores ainda mais empolgados com a possibilidade. Assista a esse vídeo com alguns dos depoimentos:

A tecnologia por trás de tudo isso

A tecnologia que deve permitir a façanha chama-se Nonvisual Interface Technology (Tecnologia de Interface Não Visual) e consiste em vários sensores que examinam completamente o ambiente ao redor do carro e transmitem as informações ao piloto através de estímulos tácteis.

Uma das ideias é usar a tecnologia DriveGrip – luvas que, através de pequenos motores, produz vibrações nas juntas do condutor, para que ele saiba quando e para onde virar – e a AirPix, uma espécie de mesa com pequenos furos que expelem ar comprimido e produzem um mapa virtual do ambiente.

A equipe responsável

Fonte: Romela.org

O motorista que deve realizar o teste, no início do ano que vem, ainda não foi escolhido, mas os desenvolvedores estão muito confiantes nos resultados do Ford Escape e acreditam que sonho de proporcionar uma experiência de condução genuína aos deficientes visuais não está tão longe quanto se possa imaginar.