Como um cara apaixonado por carros e por dirigir, confesso que a experiência de deixar um veículo dirigir sozinho, como aconteceu quando testamos um Volvo XC90, foi bizarra. É difícil confiar que tudo vai correr bem – e, acredite, eu fui a cobaia em um teste do sistema antiatropelamento da Volvo. De qualquer forma, uma pesquisa conduzida pela empresa J.D. Power mostrou que não estou sozinho: os norte-americanos também são céticos em relação à direção semiautônomas nos automóveis.

O documento afirma que os consumidores estão cada vez mais insatisfeitos com as funções que estão aparecendo nos veículos, principalmente os alertas de colisão que são facilmente disparados em situações de tráfego intenso – é possível desligá-los, claro, mas ainda assim podem ser bem irritantes.

Essa ainda é uma ideia estranha para a maior parte dos motoristas do mundo

O Wall Street Journal, que divulgou o estudo, apontou ainda que as montadoras precisam encontrar uma forma de mostrar para o público geral que tudo isso contribui de alguma forma para atingir um objetivo maior, que seria a autonomia completa dos veículos no futuro – algo que, segundo a própria indústria, pode levar até 40 anos.

No fim das contas, é tentar fazer com que os barulhos e luzes que surgem “do nada”, algo que não acontecia antes, sejam incorporados na normalidade da condução – e esse pode ser o real desafio.