Os robôs acima disputarão campeonato internacional em julho deste ano (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

A Equipe de Desenvolvimento de Robótica Móvel (EDROM) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) tem feito um enorme sucesso nesta edição da Campus Party. A razão são os diversos robôs de aspecto humanoide que esses inventores trouxeram para o evento. Coordenados pelo professor Rogério Sales Gonçalves, os alunos customizam kits de robótica para fazer com que essas máquinas desempenhem uma tarefa apreciada por muitos brasileiros: jogar futebol.

E engana-se quem pensa que o desafio é fácil. Para começar, as máquinas precisam ser completamente autônomas, ou seja, não recebem comandos de seus criadores. Para isso, um dos meios de entrada de dados que esses robôs utilizam são as câmeras 3D instaladas em sua cabeça, usadas para identificar as formas e cores de objetos do campo, como a bola alaranjada que eles precisam chutar contra o gol.

EDROM é a primeira equipe brasileira a criar robôs humanoides com mais de 1,3 metro (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

Caso um dos robôs caia durante a partida, ele não pode ser levantado pelo seu criador. A máquina precisa se recuperar sozinha, não importa a forma como tenha ido ao chão. A única possibilidade de intervenção de um ser humano na competição é no caso de um dos componentes do robô ter escapado ou recebido algum dano grave.

Enquanto eles não evoluem a ponto de se autoconsertarem, fica a cargo de um dos competidores realizar a manutenção em poucos segundos para que o “jogador” volte rapidamente ao campo.

Apesar de essa ser uma atividade bastante cara, os torneios não premiam seus participantes com dinheiro. O prêmio consiste de troféus e, principalmente, do prestígio conquistado em competições internacionais. Em julho de 2013, a equipe levará seus robozinhos até a Holanda para uma “pelada” internacional.

Novo marco para a robótica brasileira

A equipe trabalha também com o desenvolvimento de robôs para outras modalidades de competição, como judô, resgates e combates. Outro campeonato que faz sucesso é o que exige a criação de máquinas feitas com peças de LEGO. Esse tipo de campeonato faz não apenas com que os construtores de robôs se divirtam mundo afora, mas também com que possam vir a criar, no futuro, máquinas que auxiliem o ser humano a alcançar lugares de difícil acesso, por exemplo.

(Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

Outro grande feito conquistado pela EDROM é o desenvolvimento de um robô humanoide que ultrapassa a altura de 1,3 metro. Com isso, a equipe se torna a única no território nacional a desenvolver esse tipo de máquina.

Mas ainda há muito caminho pela frente: por enquanto, a criação ainda precisa ser escorada por um humano para não cair enquanto caminha. No futuro, essa imperfeição será resolvida e, se possível, essa máquina também deve acompanhar os competidores até o campeonato holandês.

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